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22/05/2015 18:22 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Governo poupa programas sociais e corta verba do PAC

Montagem/Estadão Conteúdo

Para fechar as contas no azul e atingir a meta de superávit de 1,2% do Produto Interno Bruto, o governo federal anunciou o maior corte da história. O contingenciamento de R$ 69,9 bilhões não poupou nenhum ministério, mas foi mais leve com os programas sociais e projetos estruturantes. O Ministério da Educação foi um dos que teve o menor corte, com bloqueio de R$ 9 bilhões do que foi previsto inicialmente.

De acordo com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o valor para a educação continua R$ 15,1 bilhões acima do piso constitucional. O Ministério da Saúde também continua com orçamento acima do piso, em cerca de R$ 3 bilhões. Vitrines eleitorais da presidente Dilma Rousseff, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, também foram poupados.

A tesourada foi maior nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O limite orçamentário de R$ 65,5 bilhões foi reduzido para R$ 40,5 bilhões. Entre as prioridades, de acordo com o ministro, estão as obras em fase de conclusão e os projetos estruturantes, como os relativos à segurança hídrica, rodovias, ferrovias e o plano nacional de banda larga.

"Esse é um grande esforço fiscal e um indicador de que o governo está cortando sim despesa no seu próprio funcionamento. (...) Objetivo da reprogramação é garantir condições de segurança e competitividade do país e proteger os ganhos sociais dos últimos anos."

O anúncio do corte está vinculado a análise que os parlamentares estão fazendo do pacote doajuste fiscal, que está em votação no Congresso. A presidente Dilma Rousseff, junto com Barbosa e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, aceleraram o ritmo de reuniões nas últimas semanas para fechar o montante anunciado nesta sexta-feira (22).

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