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21/05/2015 17:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Alterações climáticas estão deixando a maconha mais forte

Smithore

Em meio à cobertura da pior seca registrada no centro-oeste norte-americano nos últimos 50 anos, uma jornalista da NBC esbarrava com frequência em uma planta que não parecia ligar muito para a falta de água. Era ela: a maconha.

Quando a repórter perguntava a fazendeiros do estado de Iowa sobre a plantinha, todos davam de ombros. Eles a chamavam de “erva de trincheira” e pareciam meio chateados com os pedidos da polícia para arrancá-la da terra.

A real é que a maconha se dá muito bem com secas. Segundo pesquisadores, a planta consegue prosperar em condições de escassez de água e com altas concentrações de CO2. Algumas pesquisas indicam que até mesmo suas propriedades psicotrópicas são potencializadas em condições estressantes.

“A maconha é uma planta com altíssima tolerância à seca. É uma erva daninha, cresce em qualquer lugar”, disse o agente Bill Weinman, do DEA (Drug Enforcement Agency, órgão americano de combate às drogas), à Rocky Mountain News durante uma seca ocorrida em 2002. “A seca não afeta tanto a maconha: sua colheita se mostra muito maior que a de outros cultivos."

Os indícios são antigos. Uma matéria da Associated Press de 1988 sobre a apreensão de plantas no estado de Virgínia em tempos de seca vinha com a manchete “A seca pode potencializar a maconha”.

O jornalista responsável entrevistou um pesquisador da Universidade Virginia Tech que acreditava que os alcaloides presentes na maconha se concentravam mais em climas quentes, a exemplo do tabaco e da coca.

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