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20/05/2015 16:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

'O pior já passou', diz Alckmin sobre racionamento de água em SP

Montagem/Estadão Conteúdo

Apesar dos relatos de revezamento de água em cidades como Osasco e das queixas dos moradores de São de Paulo, o governador Geraldo Alckmin está confiante nas obras em andamento e nega mais uma vez que a cidade esteja em um mal momento hídrico. Segundo ele, o pior já passou.

“Não existe nenhuma da Sabesp que tem rodízio. Nenhuma. O pior, nós já passamos. Nós estamos trabalhando para inclusive não depender de reservatórios."

Pelas contas dele, com as obras em andamento, o estado será capaz de suprir a demanda no período de seca. “Se a capacidade cair para sete metros cúbicos por segundo, o que seria um deserto, o estado precisará de outros seis. Esses estão garantidos pelo Guaíba, que dá um metro cúbico, tem mais um que está no Porto de Santos, e quatro do Rio Grande. Aí já deu os seis”, explica.

Alckmin também aposta na continuidade da política de bônus para quem economiza.

"Nós vamos manter o bônus, 83% da população reduziu o consumo. Nenhuma prefeitura, nenhum governo estadual adotou essa política. A seca não foi só lá, foi para todo lado, nem o governo federal deu o estímulo econômico, só SP. Nós dizemos economize 10% de água, que você vai ganhar 10% de prêmio. Quem economiza 20%, ganhou 50%, nesse caso, a conta caiu 50%. A população responde ao estímulo. Isso equivale a um Guarapiranga inteiro. Se no futuro, ficar tudo cheio e acabar com o bônus, fica a cultura de acabar com desperdício, de não fazer a barba com a torneira aberta, chuveiro aberto."

O otimismo do governador, entretanto, é de curto prazo. De acordo com a Folha de S.Paulo, a principal aposta do governo Alckmin terá uma vida útil limitada entre 5 e 10 anos. A obra não terá vida permanente porque o material que será usado ficará exposto ao sol e à chuva, sofrendo desgaste.

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