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19/05/2015 09:16 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Lula critica Beto Richa, gestões tucanas em MG e diz que PT 'conseguiu em cinco meses fazer o que não foi feito em 12 anos'

Montagem/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou as redes sociais nesta segunda-feira (18) para fazer críticas aos tucanos e exaltar o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Ao cumprimentar o correligionário pela decisão de dar um reajuste salarial de 31,78% a professores da rede estadual, Lula não citou o nome do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), mas disse que "educação se constrói com diálogo, não com violência".

Educação se constrói com diálogo, não com violênciaA educação é o principal caminho para um futuro melhor para todos...

Posted by Lula on Segunda, 18 de maio de 2015

No fim do mês passado, cerca de 200 pessoas, a maioria professores, ficaram feridas após violência policial em protesto dos docentes da rede estadual do Paraná.

Também sem citar o senador Aécio Neves (PSDB), que governou Minas Gerais por oito anos e o tucano Antonio Anastasia, que o sucedeu, Lula afirmou que o governador petista conseguiu fazer "em cinco meses" o que eles não fizeram em seus mandatos.

O ex-presidente disse ainda que Minas Gerais era até então um dos estados que não cumpria a lei do Piso Salarial Profissional Nacional, assinada por ele em 2008. "Por isso, fiquei muito feliz ao saber que o Governo do Estado de Minas Gerais celebrou um acordo histórico com o sindicato da categoria, estabelecendo o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional para os professores", afirmou.

Mesmo discurso

No anúncio do reajuste, na última sexta-feira, Pimentel também atacou, sem citar nomes, governos estaduais tucanos. "Em Minas Gerais, os professores são tratados com respeito, com dignidade" afirmou. "Assistimos espetáculos lamentáveis, chegando a agressões públicas ao professorado", acrescentou.

Pimentel afirmou que a categoria está em greve em outros Estados do País "por reivindicações diversas, parecidas com essas que nós estamos atendendo aqui". Um dos Estados é São Paulo, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin, em que professores estão parados desde o dia 16 de março.