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19/05/2015 16:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

10 coisas que odeio nos videogames em 2015

Reprodução/VICE Brasil

Videogame, um passatempo adorado religiosamente por milhões de pessoas no mundo inteiro. Uma ajuda na depressão, um escape legítimo das lutas do cotidiano, da alienação social e até de doenças que ameaçam a vida. Uma indústria gigantesca de bilhões e bilhões de dólares que lucra mais anualmente do que a música e o cinema juntos. Um caldeirão cultural de comunidades de desenvolvedores devotados e talentosos. A chave de milhares de mundos, personagens e histórias lindamente executados – cada um mais memorável e maravilhoso que o outro.

Mas chega de pagar pau – tenho de tirar umas coisas do meu peito. Aqui vão as dez coisas que eu mais odeio nos videogames em 2015:

Manuais toscos

Abri a caixa do meu Bloodborne outro dia e não estava esperando muita coisa mesmo. Mas isso é o melhor que eles podiam fazer? Sério? Um folhetinho com o mapa dos controles? E não é só o último jogo do Hidetaka Miyazaki que é culpado disso: manuais de videogames praticamente não existem mais em 2015. Hoje, eles são só uns papeizinhos de "compre nosso conteúdo para download" ou "baixe grátis uma nova skin de merda para o seu personagem" enfiados na caixa, um negócio que exige tanta atenção quanto propaganda política que entregam na sua porta.

Lembro quando os manuais de videogames eram bem escritos e desenvolvidos, quando as empresas gastavam tempo para torná-los parte da experiência. Lembro quando eu sentava para ler os que vinham nos jogos do Genesis várias vezes para imergir completamente naquele mundo antes de enfiar o cartucho no console pela primeira vez. O que aconteceu, porra? Tenham orgulho dos seus manuais. E, falando nisso, se esforcem mais na arte de capa também, tá?

Amiibos

"Espera eu contar pro pai que você coleciona bonequinhos agora", meu irmão me ameaçou no final de semana passado. Aos 30 anos, não dou a mínima para o que os meus pais pensam das minhas atividades extracurriculares, mas essas palavras ficaram na minha cabeça por horas depois disso.

O problema é que ele tem um pouco de razão. O que eu estou fazendo colecionando esses brinquedinhos supérfluos e infantis? O que eu ganho gastando meu salário minguado com pedaços de plástico, que só ficam me observando da prateleira da sala com indiferença? Eu consigo parar? Ness, Charizard e Pac-Man saem neste mês. Eu tenho de comprá-los na pré-venda. Tenho de ter o Meta Knight, o Little Mac e a Rosalina. Tenho de ter todos os personagens do FireEmblem. Tenho de ter todos. Vou ao Japão se for preciso. Aí posso me sentar, tomando uma xícara de chá, e descobrir em que tudo deu errado. (Meu Deus, agora eles têm Yoshis de lã? Isso nunca vai parar?)

Ah, pai, se você estiver lendo: se ir mal nos esportes e ter cabelo comprido não fosse o suficiente, nos últimos meses eu tenho sistematicamente pesquisado e comprado uma série de bonequinhos de 12 centímetros baseados em personagens da Nintendo. Espero receber o certificado de adoção pelo correio em breve.

[Continue lendo aqui os outros pontos detestados]

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