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18/05/2015 12:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

A prática de meditação que vai te deixar mais saudável e focado

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Quando pensamos em compaixão, pensamos em algo que estendemos aos outros. Mas você pode ter compaixão para com você mesmo.

Segundo uma nova pesquisa, uma tradição de meditação pode te ajudar a ter os benefícios do pensamento positivo e do autogenerosidade. Chamada de “meditação da compaixão”, esse tipo de prática se baseia em trocar os julgamentos por compreensão.

O estudo, realizado pelo Centro para Pesquisa e Educação de Compaixão e Altruísmo, da Universidade Stanford, foi publicado recentemente no Journal of Positive Psychology. Ele afirma que treinar a meditação da compaixão é eficaz para ajudar as pessoas a se enxergar de maneira mais bondosa e também para afastar pensamentos negativos que podem atrapalhar a concentração, a saúde e o bem-estar.

Durante o treinamento da meditação da compaixão, as pessoas aprendem a reconhecer o próprio sofrimento e o alheio, além de desejar que esse sofrimento seja aliviado. Diferentemente de outros tipos de meditação, que não necessariamente têm objetivos específicos, a meditação da compaixão se concentra em uma pessoa ou objeto específico – por exemplo, estender a compaixão a uma pessoa neutra, depois para uma pessoa querida, para si mesmo e para todos os seres.

Essa técnica diferente, escrevem os pesquisadores, “pode levar a mudanças nas viagens mentais, diferentes do que se observa com o treinamento da meditação tradicional”.

Estima-se que passemos metade de nossas vidas “viajando”, ou seja, que nossas mentes estejam perdidas em pensamentos irrelevantes. Esse tipo de comportamento, que tende ao negativo, pode contribuir para perda de foco, infelicidade e até mesmo problemas de saúde, observam os autores do estudo.

Para o estudo, 51 adultos completaram um programa de treinamento de meditação de compaixão de nove semanas de duração. Durante esse período, eles tinham aulas semanais e meditavam de 15 a 30 minutos por dia.

Em intervalos regulares, os pesquisadores perguntavam se as mentes dos participantes tinham se desviado do que eles estavam fazendo no momento. Também questionaram sobre compaixão para com os outros ou para si mesmos.

Eles descobriram que, quanto maior o envolvimento dos participantes com a meditação, suas mentes “vagavam” menos para tópicos desagradáveis e mais para pensamentos agradáveis. Existem evidências que esse tipo de meditação, também conhecida como sonhar acordado de forma positiva e construtiva, aumente a criatividade e o bem-estar.

Segundo Emma Seppälä, diretora-associada do Centro para Pesquisa e Educação de Compaixão e Altruísmo, a meditação da compaixão pode aumentar as emoções positivas, diminuir dores crônicas e até mesmo desacelerar o processo de envelhecimento.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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