COMPORTAMENTO
15/05/2015 22:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Como é viver com ansiedade grave

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Parte do sistema de reação ao estresse agudo do corpo humano, a resposta de "luta ou fuga" acelera os batimentos cardíacos, dilata os brônquios e contrai os vasos sanguíneos – tudo isso aumenta o fluxo sanguíneo e a oxigenação dos músculos para nos preparar para fugir de alguma ameaça: um mamífero selvagem, um carro em alta velocidade, uma pessoa perigosa. Em termos de respostas psicológicas, é um mecanismo bem importante. Só que, às vezes, a gente entra um pouco em curto-circuito.

Charles Darwin, que sofreu, há registros, com uma síndrome do pânico paralisante que o mantinha muitas vezes confinado em casa, argumentava que, até certo ponto, é um alto grau de evolução estar "alerta" na maior parte do tempo.

Mas a resposta de luta ou fuga, segundo explicação de Mark Williams e Danny Penman no livro Atenção Plena – Mindfulness: Como Encontrar a Paz Em Um Mundo Frenético, "não é consciente – é controlada por uma das áreas mais 'primevas' do cérebro, o que significa que, com frequência, é um tanto simplista na forma de interpretar o perigo. De fato, não faz distinção entre uma ameaça externa, como um tigre, e uma interna, como uma lembrança inquietante ou uma preocupação sobre o futuro. Trata ambas como ameaças que devem ser combatidas ou evitadas através da fuga".

Conforme uma pesquisa desenvolvida pelo editor-chefe da revista Atlantic, Scott Stossel, em suas brilhantes e aflitivas memórias, Meus Tempos de Ansiedade, "espécies que 'temem corretamente' aumentam as chances de sobrevivência. Nós, pessoas ansiosas, temos menos propensão a nos retirarmos do pool genético, digamos, brincando na beira de um precipício ou virando piloto de caça".

Mas, às vezes, a pessoa "perigosa" é você.

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