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14/05/2015 18:43 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Zika: novo vírus transmitido pelo mosquito da dengue chega ao Brasil

CHRISTOPHE SIMON via Getty Images
View of Aedes aegypti mosquitoes infected with the Wolbachia bacterium --which reduces mosquito transmitted diseases such as dengue and chikungunya by shortening adult lifespan, affect mosquito reproduction and interfere with pathogen replication-- at the Oswaldo Cruz foundation in Rio de Janeiro, Brazil, on October 2, 2014. The mosquitoes, when released, are expected to quickly infiltrate the insect population and stop the spread of the disease. Small-scale trials have already been conducted in communities in northern Australia. AFP PHOTO/CHRISTOPHE SIMON (Photo credit should read CHRISTOPHE SIMON/AFP/Getty Images)

O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta (14) que há um novo vírus circulando pelo país. O zika (pois é, parece piada mesmo) é um vírus originário da África transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue, a febre amarela e o chikungunya.

O Instituto Evandro Chagas confirmou 16 casos no país: oito no Rio Grande do Norte e oito na Bahia. Não há, ainda, registro de morte causadas pelo vírus, cujos efeitos são mais brandos que os da dengue.

A zika (sem trocadilhos) apresenta sintomas parecidos com a dengue: dores nas articulações e na cabeça, febre e náuseas. Mas os infectados também sofrem de fotofobia, erupções cutâneas acompanhadas de coceira intensa e conjuntivite.

Os sintomas aparecem entre três e doze dias após a picada do mosquito, e podem perdurar por uma semana.

Assim como no tratamento da dengue, não é recomendado o uso de ácido acetilsalicílico, devido ao risco de hemorragia.

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, chegada do zika era esperada desde a Copa do Mundo de 2014, por causa do aumento de turistas. Como explica Drauzio Varella em seu site, a principal forma de prevenção é combater os focos de Aedes.

O primeiro registro de sua ocorrência foi em 1947, na floresta de Zika, em Uganda. O vírus foi isolado de um macaco utilizado para pesquisas sobre febre amarela. Em 2007ele foi notificado pela primeira vez fora da África.

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