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14/05/2015 13:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

O que está acontecendo no Burundi? Estas fotos podem te ajudar a entender

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Você sabe onde fica o Burundi?

A pequena nação de 10 milhões de habitantes fica na África Central, e é uma das nações mais pobres do mundo.

Desde a independência do país, em 1962, vários episódios de violência étnica - entre os tutsis (minoria) e os hutus (maioria) trouxeram ainda mais tensão e instabilidade ao país. A configuração étnica de Burundi é semelhante a de sua vizinha Ruanda.

Em 1993, no primeiro pleito democrático do país, foi eleito como chefe de estado o hutu Melchior Ndadaye. O parlamento também era liderado pelo partido da maioria. Poucos meses depois, Ndadaye foi assassinado. Em 1994, o outro presidente escolhido pelo parlamento, Cyprien Ntaryamira, morreu em um acidente de avião. Em outubro daquele ano mais um hutu foi alçado ao poder: Sylvestre Ntibantunganya. Já era tarde demais.

A partir daí, o país entrou em guerra civil, e o saldo de mortos foi de pelo menos 200 mil pessoas - a maioria delas era civil.

Em 2003 foi alcançado um acordo entre as facções e em 2005 uma nova Constituição foi estabelecida no país.

A onda de tensão e violência que atinge o país há duas semanas já deixou cerca de 20 mortos, segundo ativistas. O estopim para os confrontos foi quando Pierre Nkurunziza, no poder desde 2005, anunciou em abril que iria concorrer às eleições para permanecer no poder por mais cinco anos, desafiando a Constituição, segundo opositores.

Seu argumento para tentar o terceiro mandato é que em 2005 ele foi indicado pelo parlamento, e não eleito. A corte constitucional concordou com sua candidatura.

Nesta quarta-feira (13), o Exército tentou dar um golpe, que fracassou. As forças leais ao presidente - que tem paradeiro desconhecido, mas provavelmente está na Tanzânia - seguem no poder e enfrentam os militares. Meios de comunicação - especialmente os que anunciaram o golpe - também foram atacados por partidários de Nkurunziza.

De acordo com a imprensa internacional, o presidente viajou para a Tanzânia para cumprir um compromisso e não conseguiu retornar ao país, pois o aeroporto foi fechado por opositores do governo. Algumas companhias aéreas também cancelaram seus serviços em Burundi, pelo menos enquanto a situação não acalmar.

Pelo Twitter, Nkurunziza pediu que os burundineses mantenham a calma e afirmou que a situação está sob controle.

Especialistas, no entanto, afirmam que há um sério risco de que um novo conflito étnico ecloda no país. Pelo menos sete candidatos devem concorrer às eleições presidenciais, agendadas para o mês que vem. De acordo com a CNN, entre os candidatos está Agathon Rwasa, um dos líderes das forças rebeldes durante a guerra civil.

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