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14/05/2015 13:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Brasil fica em 78º lugar em ranking de qualificação de mão de obra

Fotos GOVBA/Flicker
EMPREGOS GERADOS EM JANEIROA Bahia no mês de janeiro teve um garnde demanda de contratação de mão de obra tando na aréa de contratação fixa como também para a aréa temporaria.na foto:Foto:Arisson Marinho/AGECOM

O Brasil amargou a 78ª posição, entre 124 países, no ranking mundial de qualificação de mão de obra divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial.

O levantamento avaliou o desempenho do país em educação, distribuição de mão de obra, mercado de trabalho, percepção de negócios e capacidade de treinamento das empresas, entre outros fatores.

Na América Latina, o país está em 15º lugar, atrás não só de países como Chile, Colômbia e México, mas também nações em patamar menos avançado de desenvolvimento, como Bolívia, Paraguai e Trinidad e Tobago.

Segundo o estudo, o fator determinante para a classificação foi a educação infantil. Na avaliação educacional referente ao grupo abaixo de 15 anos, o Brasil ficou em 95º lugar. No item que avalia a permanência das crianças até a conclusão do ensino básico, o país figura na 91ª posição. Já quando se leva em conta a qualidade do ensino, o Brasil fica em 109º lugar.

O ponto favorável na balança, segundo o estudo, é o nível de treinamento proporcionado por empresas a seus funcionários e o baixo índice de desemprego para o grupo de 15 a 54 anos - ou seja, toda a população em idade ativa. O alto índice de treinamento reflete a dificuldade em encontrar profissionais qualificados. Esse item de avaliação posiciona o Brasil em 108º lugar, ou seja, entre os 20 piores do mundo.

No entanto, o Fórum avalia que o país possui um alto índice de excesso de qualificação para um determinado grupo: o de pessoas de 15 a 24 anos. Isso coloca o Brasil em 41ª posição no ranking.

Enquanto na América Latina o Chile lidera com folga, os primeiros lugares no índice geral são ocupados por Finlândia, Noruega, Suíça, Canadá e Japão.

Na última edição do estudo, publicada em 2013, e que utilizava outra metodologia, o Brasil estava em 57ª posição.