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12/05/2015 11:49 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Motoristas e cobradores da capital paulista cruzam os braços por duas horas e exigem reajuste salarial

Montagem/Estadão Conteúdo

Motoristas e cobradores cruzaram os braços em paralisação nesta terça-feira (12) das 10h ao meio dia. Os servidores protestam contra o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) que, segundo o Sindicato dos Motoristas de Cobradores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas), não apresentou uma boa proposta às reivindicações da categoria.

Segundo o SP Urbanuss, as negociações seguem desde o início de abril. Os servidores pedem reajuste salarial de 8% acima da inflação. O SPUrbanuss, por sua vez, apresentou uma proposta de reajuste de 7,21% o que corresponderia somente à inflação do período, de acordo com o índice Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Segundo o site Mobilidade Urbana, os servidores também pedem PLR – Participação nos Lucros e Resultados maior, de R$ 2 mil. Atualmente, as empresas de ônibus oferecem bônus de R$ 600.

O SPUrbanuss alertou a categoria em nota:

"O Sindicato lembra que uma atitude extrema dos operadores, sem amparo de uma assembleia da categoria, caracteriza o movimento como ilegal, resultando em sérios prejuízos aos usuários do serviço de transporte urbano."

Ainda de acordo com o Mobilidade Sampa, a ausência dos ônibus nas ruas desde o início da paralisação melhorou em 40% o trânsito na capital. Na última atualização, às 11 horas, as filas de trânsito somavam 35 km.

Procurado pelo Brasil Post, o SPTrans ainda não contabilizou o número de pessoas prejudicadas pela paralisação.