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10/05/2015 03:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

Casal gay que adotou menino rejeitado por ser 'negro demais' estrela campanha do Dia das Mães da GOL (VÍDEO)

Você já deve ter lido a história do pequeno Paulo Henrique. Ele foi rejeitado por três casais heterossexuais que na fila de adoção o consideraram "feio" ou "negro demais".

A vida do menino de cinco anos mudou quando ele foi adotado pelo jornalista Gilberto Scofield Junior e seu companheiro, Rodrigo Barbosa.

A história dessa nova família, formada há cerca de seis meses, integra a campanha de Dia das Mães da companhia aérea GOL. Em quatro vídeos postados em seu canal no YouTube, a empresa presta uma homenagem às pessoas que optaram pela adoção.

Segundo a companhia, são "brasileiros que escolheram amar além de qualquer distância".

Entre eles, há a mãe que virou pai e mãe. E o pai que escolheu ser mãe — caso tanto de Gilberto quanto de Rodrigo.

O jornalista conta no vídeo como foi o processo anterior à adoção de Paulo:

"Vinha na cabeça a ideia de dar a oportunidade a alguém que nunca teve. Então, por que não, né? O Brasil tá aí cheio de criança abandonada... Por que a gente não pode fazer isso? A gente foi montando o quarto aos poucos, como se estivesse grávido."

Rodrigo temia não ser aceito pelo menino que ele e Gilberto escolheram para educarem e formarem:

"A hora que a gente foi entrar no abrigo, eu lembro que a gente tremia. E eu falei pro Gilberto: quanto tempo você acha que ele vai demorar pra chamar a gente de pai? Será que ele vai um dia chamar? Tem criança que nunca chama... Aí a gente começou a brincar de carrinho. Na hora que o carrinho foi pro lado assim, ele falou: 'Pega lá, papai'. Caramba!"

E quem é a mãe nessa relação, questionam alguns amigos próximos do casal. Rodrigo responde:

"A mãe não tem sexo. A mãe é um carinho diferente, um olhar mais cuidadoso. Uma hora eu tenho isso, uma hora o Gilberto tem."

O companheiro completa: "A gente se reveza no papel de ser mais rígido ou mais amoroso".

E Rodrigo conclui:

"Tem que ser pai e mãe. Eu não sinto que o Paulo é uma criança sem mãe. O Paulo é uma criança que tem dois pais, mas nós somos mãe também."

A iniciativa da empresa merece aplausos, por ressaltar a diversidade de mães e de famílias possíveis. E também por defender a adoção como uma alternativa para as crianças que foram esquecidas ou abandonadas, além de enaltecer aquelas mães (ou pais) que fizeram essa escolha.

Assista ao vídeo de apresentação da campanha: