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08/05/2015 19:23 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

Professores da rede estadual decidem manter greve e fazem protesto em São Paulo

Carla Carniel/Frame/Estadão Conteúdo

Cerca de mil professores da rede estadual em greve, segundo a Polícia Militar, aprovaram a continuidade da paralisação em assembleia nesta sexta-feira (8), no vão livre do Museu de Arte em São Paulo (Masp).

Os docentes, liderados pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), estão paralisados desde o dia 16 de março e pedem 75,33% de reajuste, além de melhorias nas condições de trabalho. Eles deverão seguir em marcha até a Marginal do Pinheiros, que deve ficar bloqueada. Por volta das 17h, os manifestantes ocupavam totalmente o sentido Consolação da Avenida Paulista, em frente ao Masp. A PM acompanha a passeata e registra o ato em vídeo.

A categoria já marcou uma nova assembleia para a próxima sexta-feira, 15, aprovou a manutenção do acampamento de professores em frente à Secretaria Estadual de Educação (SEE) e disse que terá uma reunião com a pasta na próxima semana.

Nesta quinta, a Justiça decidiu que o corte de salário dos professores em greve é ilegal. Na marcha desta sexta, uma professora, que pediu para não ser identificada, mostrou o holerite à reportagem. Pelos 17 dias em greve no mês de março, teve um corte de R$ 1.922,32. "Mas continuo em greve", disse.

A gestão do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) considera a negociação salarial "extemporânea" e ressalta que a categoria tem o maior piso do País - cerca de R$ 2.400 -, além de afirmar que nos últimos quatro anos houve aumento de 45% nos salários. Alckmin já cortou parte da remuneração dos professores paralisados no mês de maio, medida suspensa em liminar da Justiça (decisão temporária) a pedido da Apeoesp.

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