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06/05/2015 10:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Relatório da investigação aponta que Andreas Lubitz, copiloto da Germanwings, 'ensaiou' seu suicídio em voo anterior

Getty Images via Getty Images
FRANKFURT, GERMANY - SEPTEMBER 13: In this photo released today, co-pilot of Germanwings flight 4U9525 Andreas Lubitz participates in the Airport Hamburg 10-mile race on September 13, 2009 in Hamburg, Germany. Lubitz is suspected of having deliberately piloted Germanwings flight 4U 9525 into a mountain in southern France on March 24, 2015 and killing all 150 people on board, including himself, in the worst air disaster in Europe in recent history. (Photo by Getty Images)

O copiloto da Germanwings suspeito de deliberadamente derrubar um avião nos Alpes franceses em março, matando todas as 150 pessoas a bordo, ensaiou seu suicídio e praticou a manobra de descida brusca no voo anterior, disseram investigadores do órgão de segurança aérea da França nesta quarta-feira (6).

Procuradores acreditam que o copiloto alemão de 27 anos Andreas Lubitztrancou o capitão fora da cabine e jogou a aeronave em direção a uma área montanhosa em um voo de Barcelona para Düsseldorf em 24 de março. Um relatório preliminar da queda apontou que o copiloto ajustou a altitude do piloto automático do Airbus A320 para descer a altura de 100 pés (pouco mais de 30 metros) por cinco vezes enquanto estava sozinho na cabine durante voo anterior, de Düsseldorf para Barcelona, no mesmo dia da queda da aeronave.

O documento, que avalia os dados da segunda caixa-preta da aeronave. As autoridades francesas não descartam que a manobra não tenha sido somente um ensaio, mas sim uma primeira tentativa para consumar o suicídio derrubando o avião. O novo documento aponta que o suicídio de Lubitz foi planejado com antecedência, descartando a possibilidade de ter sido provocado por uma crise momentânea.

No voo da volta, Lubitz trancou-se na cabine do Airbus A320 e jogou a aeronave contra os Alpes sem que ninguém pudesse impedi-lo, matando outras 149 pessoas na queda. Posteriormente, a investigação alemã descobriu que o piloto estava se tratando de depressão e tomava medicamentos, fatos que ele ocultou de seus superiores na companhia aérea.