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02/05/2015 06:26 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

'Menos bala, mais giz': Milhares de manifestantes repudiam violência policial contra professores no Paraná

Montagem/Estadão Conteúdo

O Dia do Trabalhador no Paraná foi uma data para protestar contra o sangue dos professores derramado no ato de quarta-feira (29), quando o uso desproporcional de violência pela Polícia Militar do estado deixou mais de 200 pessoas feridas.

As comemorações do feriado de 1º de maio no centro cívico de Curitiba deram lugar a um brado contra a repressão policial.

Segundo o site da Folha de S.Paulo, aproximadamente cinco mil professores e estudantes participaram dessa manifestação com cartazes e intervenções artísticas, simbolizando o luto pelo ataque à categoria que ensina e forma todas as outras.

O espelho d'água do Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense, ficou vermelho. Representava todas as feridas sentidas pelos professores, indigestas para os brasileiros.

Os nomes do governador Beto Richa (PSDB) e de seu secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, eram apontados como algozes.

Galeria de Fotos O sangue dos professores no Paraná Veja Fotos

Entenda o protesto

O ato de 29 de abril, aludido pelo de ontem, teve tropa de choque, bala de borracha e bomba de gás lacrimogêneo contra os professores.

Os docentes queriam participar da votação do projeto que altera a previdência da categoria, mas foram impedidos pela PM de entrar na Assembleia Legislativa do Paraná para pressionar os parlamentares.

A proposta, elaborada pelo governo do Paraná e enviada aos deputados estaduais, visava a reduzir despesas.

Os professores argumentam que essa mudança nos fundos vai prejudicá-los. Por isso, eles estão em greve há cinco dias.

O projeto foi aprovado por 31 votos favoráveis e 20 contrários.