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29/04/2015 16:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Terceiro dia de protesto de professores em greve no Paraná é marcado pela violência policial

Montagem/Estadão Conteúdo

Confronto com manifestantes e violência policial marcaram o terceiro dia de protesto dos professores estaduais do Paraná, que retomaram greve na segunda-feira (27).

Cerca de 20 mil manifestantes se reuniram em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alep) nesta quarta-feira (29). O tumulto começou enquanto a reforma da previdência dos funcionários públicos do estado era votada em plenário, e o confronto durou pelo menos 30 minutos ininterruptos. A PM utilizou caminhão com jatos de água, balas de borracha, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio, inclusive lançadas de helicóptero. Pelo menos 100 pessoas ficaram feridas, segundo a transmissão da Globo News.

Após a Justiça recuar na decisão de liberar a entrada dos manifestantes durante a votação, os professores passaram a manhã em manifestação pacífica nas praças do centro Cívico. Os ânimos esquentaram quando a pauta Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a pauta e suas alterações em sessão relâmpago. Segundo a PM, os manifestantes tentaram invadir o plenário.

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Nesse meio tempo, a sessão foi interrompida e retomada diversas vezes por conta da confusão do lado de fora. Os deputados Tadeu Venerico (PT) e Luiz Claudio Romanelli (PSDB) debateram vários minutos sobre adiar a votação. Porém, o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), optou por continuar a sessão alegando que se trata de uma "sessão normal". "Nós estamos aqui em uma sessão normal. Fora da Assembleia é questão da Secretaria de Segurança Pública", disse Traiano.

A retomada da greve

Os professores estaduais do Paraná suspenderam as atividades nesta segunda-feira (27) em mais uma greve da categoria. Desta vez, o principal foco de reivindicações é o projeto de lei com mudanças no Regime Próprio de Previdência Social do Estado, a Paraná Previdência.

A revolta do sindicato é pelo descumprimento do acordo, no qual o governo afirma que não faria mudanças na previdência e que quaisquer alterações passariam por consulta do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES) para um debate mais aprofundado. O Fórum afirma que esse procedimento não ocorreu.

A reforma em questão deve ser votada e ter uma decisão final na sessão de hoje (29).

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