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29/04/2015 14:12 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Professores e policiais se unem para protestar contra governo do Amazonas e ameaçam paralisação

Divulgação/Facebook

Manaus está em clima de tensão entre servidores públicos e o governo do estado. Desde que o governador, José Melo (PROS), anunciou que não deveria haver reajuste salarial dos trabalhadores por conta da crise e da queda de arrecadação no estado, funcionários de diversas categorias mostraram indignação e se reuniram para protestar na capital na terça-feira (28).

Divididos principalmente entre policiais militares, civis e professores, a sede do governo foi palco para cerca de 1.500 manifestantes, segundo o jornal A Crítica. Recebidos pelo chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, uma nova reunião foi marcada para hoje às 15h. Ainda de acordo com o jornal, as categorias ameaçam paralisação caso as reivindicações não sejam atendidas.

Policiais

A principal reivindicação dos policiais militares e civis é o cumprimento da Lei dos Praças. Ela foi aprovada no ano passado após uma greve dos policiais e garante 2.284 promoções dos trabalhadores até o dia 21 de abril deste ano. Os servidores, no entanto, afirmam que o acordo não foi cumprido e que o governador tenta dar um "calote" na categoria.

Segundo o jornal D24am, o diretor da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Lairton Silva, afirmou: “Não estamos aqui por reajuste salarial, queremos apenas o cumprimento da lei. Em 21 de abril estavam previstas 2.284 promoções que não se concretizaram. Isso frustrou e desvalorizou os policiais e os familiares"

[ CARREATA GRITO DA LIBERDADE ]Na manhã de ontem (28/04), em frente à Arena Amadeu Teixeira, os Praças da Polícia...

Posted by APEAM - Associação dos Praças do Estado do Amazonas on Quarta, 29 de abril de 2015

Professores

Já os professores pedem principalmente o pagamento da data-base. "Não aceitamos esse discurso que não há dinheiro, de que não há recursos. Sabemos que o estado do Amazonas sempre teve recorde de arrecadação e queremos saber para onde foi esse dinheiro", disse o representante da Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom), Lambert Mel, ao G1.

ATO PÚBLICO DO DIA 28/04/2015. ASPROM SEMPRE NA LUTA.

Posted by Asprom - Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus on Terça, 28 de abril de 2015