NOTÍCIAS
29/04/2015 14:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Líder do Guns N' Roses, Axl Rose critica ‘covardia' do presidente Joko Widodo por não voltar atrás em execuções na Indonésia

Montagem/AP

Vários músicos conhecidos do rock mundo afora tentaram demover o presidente da Indonésia, Joko Widodo, das penas de morte impostas a pessoas condenadas por tráfico de drogas no país asiático. Um deles, o cantor Axl Rose, líder do Guns N’ Roses (ou do que restou dele), chamou de ‘covardia’ a atitude de Widodo em não voltar atrás nas execuções.

Momentos antes das execuções de oito condenados – entre eles o brasileiro Rodrigo Gularte –, Rose divulgou uma mensagem endereçada ao presidente indonésio na qual pedia clemência para dois australianos, Andrew Chan e Myuran Sukumaran – ambos condenados por tentar entrar no país com heroína, em 2006.

A mensagem, porém, não evitou que as execuções fossem realizadas em Bali. Em uma série de tweets nesta quarta-feira (29), Rose criticou abertamente Widodo – um conhecido fã de rock e heavy metal –, e chamou de ‘covardia’ a atitude do presidente em “estar fora do país” durante as execuções e por “se recusar a atender telefonemas ou ler mensagens”.

1. "É profundamente lamentável o presidente Widodo ignorar os apelos internacionais que aconteceram por conta de oito das execuções."

2. "Vamos rezar para que o cancelamento da execução da senhora Veloso (Mary Jane Fiesta Veloso, filipina poupada das execuções de terça-feira) seja permanente."

3. "A recusa de Widodo em adiar as execuções até que todos os recursos legais e investigações de corrupção fossem julgadas é imperdoável."

4. "Para Widodo estar fora do país durante o seu grande discurso negando-se a atender telefonemas ou ler qualquer mensagem de última hora em favor dos condenados é covardia."

5. "O povo da Indonésia merece alguém melhor".

Antes do líder do Guns N’ Roses, o vocalista da banda de death metal Napalm Death, Mark ‘Barney’ Greenway, e o guitarrista do Black Sabbath, Tony Iommi, enviaram mensagens pedindo que não fossem levadas adiante as penas de morte contra os dois australianos – caso acatada, a clemência a eles poderia ser estendida ao brasileiro Gularte, o que não ocorreu.

LEIA TAMBÉM

- Médico do governo indonésio pede internação do brasileiro Rodrigo Gularte, condenado à morte

- Indonésia: condenados à morte 'já estão conformados', diz jornal local

- Brasil afirma que execução afetará relações com a Indonésia

- A contramão da História: pena de morte e guerra às drogas

- 50 anos de guerra às drogas já nos mostraram que esse modelo de repressão e violência não funciona