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29/04/2015 19:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Deputados querem ouvir Caco Barcellos e Rachel Sheherazade sobre maioridade penal

Montagem/Divulgação/Reprodução

A comissão especial que analisa a PEC 171/93, da redução da maioridade penal, aprovou requerimentos para ouvir a opinião da apresentadora do SBT Rachel Sheherazade, do jornalista da Globo Caco Barcellos, do apresentador do Cidade Alerta, da Record, Marcelo Rezende, e do apresentador do Brasil Urgente, da Band, José Luiz Datena. Além deles, a comissão também vai convidar o cantor Amado Batista e o advogado Ari Friedenbach, pai da estudante Liana, assassinada pelo menor Champinha, em 2003.

O pedido para convidar os jornalistas para participar de um audiência pública é de autoria dos deputados Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) e André Moura (PSC-SE), presidente do colegiado. De acordo com Moura, eles foram convidados por serem fortes formadores de opinião e tratarem do tema em seus trabalhos.

Já o requerimento apresentado para convidar o cantor Amado Batista foi sugerido pelo próprio artista à deputada Magda Mofatto (PR-SP). De acordo com ela, o cantor a procurou. “Ele falou comigo enquanto pessoa simples e comum. Não é um intelectual, mas alguém que conseguiu fama e veio de um meio pobre, humilde. Ele tem vivido e assistido de tudo”, diz a deputada.

Magda ressalta que tanto ela quanto ele são favoráveis à redução, mas defendem que o jovem possa, antes de tudo, trabalhar para se ocupar.

O convite para ouvir o advogado Ari Friedenbach também partiu de Magda e do deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES). Para Vidigal, é importante mostrar o relato de uma vítima contra a redução da maioridade penal.

"Mesmo sendo prejudicado profundamente por um crime envolvendo menores, Ari entende que a redução não é o melhor caminho e a considera um retrocesso.”

A comissão aprovou o convite para ouvir mais de 50 pessoas. Entre elas, o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Sérgio Rocha, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho e o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame.

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