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28/04/2015 21:57 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Projeto da terceirização passará por quatro comissões no Senado

Montagem/Estadão Conteúdo

Se na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou data e trancou a pauta até que a votação do PL 4330/2004, da terceirização, fosse concluída, no Senado, o ritmo será outro. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), já determinou que o projeto terá que passar pelas comissões de Constituição e Justiça, Direitos Humanos, Assuntos Sociais e Assuntos Econômicos.

Nesta terça-feira (28), Renan reiterou a líderes de centrais sindicais que não tem pressa e que não votará um projeto sem que haja clareza sobre o que ele significa e representa.

"As centrais não podem ter dúvidas com relação a como deve ser a regulamentação da terceirização. Da mesma forma a presidente da República. O que está em jogo uma nova opção de desenvolvimento. Você querer terceirizar atividade-fim significa precarizar as relações de trabalho e deteriorar o produto nacional, tirar completamente a competitividade. Eu acho que é esse o debate que tem que ser feito e as centrais precisam claramente dizer o que elas acham.”

Os presidentes das centrais sindicais saíram satisfeitos da reunião com o peemedebista, mas ainda prometem greve, caso a ampliação da terceirização para as atividades-fim não seja retirada do projeto.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, também se encontrou com Renan. Favorável a ampliação da terceirização, Andrade tentou minimizar a questão e disse que há um mito em torno da terceirização da atividade-fim.

A tramitação do projeto tem sido um ponto de discórdia entre Renan e Cunha. Os dois chegaram a trocar farpas publicamente.