NOTÍCIAS
28/04/2015 20:59 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Após vazamento de documento que incrimina Eduardo Cunha, diretor de Informática da Câmara é demitido

ANTÔNIO CRUZ/DIVULGAÇÃO/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), citado na Operação Lava Jato, demitiu nesta terça-feira (28) o diretor do Centro de Informática da Casa, Luiz Antonio Souza da Eira. Cunha argumentou que exonerou o funcionário porque ele não estava cumprindo a carga horária. “Ele quebrou minha confiança”, disse o peemedebista.

Ao G1, Eira afirmou que não iria comentar os motivos de Cunha. Destacou que é servidor da Câmara, disse que respeita a instituição e cumpre as regras.

Nos bastidores, a informação que circula é outra. Uma reportagem pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira mostra que os registros de computadores da Câmara indicam que Cunha aparece como “autor” de requerimentos citados como suspeitos na Operação Lava Jato, que investiga casos de corrupção na Petrobras.

Cunha alega que os requerimentos foram feitos pela ex-deputada Solange Almeira (PMDB-RJ). Esses documentos foram protocolados na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle em 2011. Eles pediam informações de contratos da Petrobras com a Toyo e a Mitsui ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério de Minas e Energia.

Para o peemedebista, tem alguém que quer incriminá-lo. De acordo com a Folha, ele direciona a suspeita para Eira.

“Estranhamente na semana passada eu determinei uma mudança na carga horária da área de TI. Essa mudança de carga horária provocou uma revolta. O pessoal não estava cumprindo a carga horária. Eu determinei o ponto eletrônico, a mudança da carga horária na quinta-feira e, de repente, 24 horas, 48 horas depois, aparece um documento Word. Então essas coisas têm que ser investigadas."