MUNDO
28/04/2015 17:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Após execução de brasileiro, governo não tem previsão para nomear embaixador

AP Images

Após a execução do brasileiroRodrigo Muxfeldt Goularte, na Indonésia, pelo crime de tráfico de drogas, o governo brasileiro permanece sem previsão para nomear um embaixador em Jacarta.

De acordo com o embaixador Sérgio França Danese, o embaixador brasileiro na Indonésia deixou o posto nas últimas semanas por um processo natural de remoção. “Ele já estava há quatro anos em Jacarta e partiu para um novo posto”, disse.

A embaixada brasileira está nas mãos de um encarregado de negócios, o qual acompanhou os últimos episódios do processo de Rodrigo Goulart. A embaixada da Indonésia no Brasil também está sob a direção de um encarregado de negócios. “Não tem previsão de mudança de status nas embaixadas”, emendou Danese. Segundo ele, o Brasil estuda os próximos passos.

Em 20 de fevereiro, depois da execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, a presidente Dilma Rousseffnegou as credenciais do embaixador indonésio Toto Riyanto. Na época, Dilma disse que achava importante uma evolução na situação para que o País tenha clareza das relações com a Indonésia.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores ressaltou que:

"A execução de um segundo cidadão brasileiro na Indonésia (…) constitui fato grave no âmbito das relações entre os dois países e fortalece a disposição brasileira de levar adiante,nos organismos internacionais de direitos humanos, os esforços pela abolição da pena capital."

Danese destacou que não há outro caso de brasileiro processado por tráfico de drogas, sob pena de morte.

Pesar

O governo brasileiro também anunciou que recebeu com “profunda consternação” a notícia de execução de Rodrigo Goularte.

"O governo brasileiro transmite sua solidariedade e seu mais profundo pesar à família de Rodrigo Muxfeldt Gularte.”

Segundo a nota, "ao longo dos dez anos em que o Rodrigo esteve preso na Indonésia, o governo prestou-lhe assistência consular e acompanhou sistematicamente sua situação jurídica, na busca de alternativas legais à pena de morte, observando rigorosamente o que a Constituição e as leis daquele país prescrevem sobre essa matéria".