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25/04/2015 09:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Indonésia ignora pedido de clemência e confirma que brasileiro será executado

Reprodução / Fantástico

O governo da Indonésia informou oficialmente a família de Rodrigo Gularte, 42 anos, brasileiro condenado à pena de morte no país por tráfico de drogas, que a execução será mesmo realizada, informa a BBC.

Ainda não há confirmação da data para o cumprimento da pena. À BBC, o advogado da família de Gularte informou que a lei indonésia prevê que os presos sejam informados da execução com 72 horas de antecedência, o que foi feito neste sábado (25). Portanto, a pena poderá ser cumprida na próxima terça-feira (28).

A Indonésia convocou o representante da Embaixada do Brasil no país, juntamente com os diplomatas de todos os países que têm cidadãos no corredor da morte, para comparecerem a uma reunião neste sábado, às 2h de Brasília, na prisão de Nusakambangan, em Cilacap, a 400 km de Jacarta, para serem informados sobre os próximos passos a serem adotados em relação aos condenados.

O governo da presidente Dilma Rousseff voltou a pedir clemência para o paranaense nessa sexta-feira (24). Em mais uma tentativa de evitar a morte de Rodrigo Gularte, o encarregado de representante da Indonésia no Brasil foi chamado ao Itamaraty para ouvir um novo pedido de clemência.

O embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães, subsecretário-geral da comunidade brasileira no exterior, disse ao ministro-conselheiro da Indonésia Rizki Safary, que embora o governo brasileiro não desconsidere a gravidade do crime cometido por Gularte e respeite a legislação local, apelava para que ele não fosse fuzilado, por "razões humanitárias", já que foi diagnosticado com esquizofrenia.

As relações entre Brasil e Indonésia estão estremecidas desde a execução do brasileiro Marco Archer Moreira, em 18 de janeiro, condenado por tentar entrar na Indonésia com 13 kg de cocaína. Em represália, a presidente Dilma se recusou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio no Brasil, Toto Riyanto, em 20 de fevereiro. Por isso, hoje o principal representante indonésio no Brasil é um ministro-conselheiro e não o embaixador.

(Com Estadão Conteúdo)