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24/04/2015 17:01 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Impedidos de fazer assembleia no Masp, professores fecham Avenida Paulista

Pedro Sibahi

Em greve há 40 dias, os professores da rede estadual de São Paulo foram impedidos de realizar assembleia no vão do Masp, na tarde desta quinta-feira (24). Com isso, cerca de 1.000 manifestantes, segundo cálculo da PM, fecharam os dois sentidos da avenida Paulista por volta das 16h.

De cima do carro de som, a presidente da Associação dos Professores do Estado de São Paulo (Apeosp), Maria Izabel Noronha, afirmava que a PM estava impedindo a entrada dos manifestantes porque poderia prejudicar a estrutura do museu.

Na quinta-feira (23), um ato realizado pelos manifestantes chegou às portas da Secretaria Estadual de Educação e parte do grupo tentou invadir o local. Para conter a ação, a Polícia Militar usou bomba de gás lacrimogênio e gás de pimenta.

Sob a liderança da Apeoesp, a assembleia desta quinta decidiu pela continuidade da greve e adesão à paralisação geral no dia 30 de abril, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

Entre as principais demandas do movimento, estão a diminuição da quantidade de alunos por sala, reajuste salarial de 75,33% e melhorias nas escolas públicas.

Segundo dados do sindicato, 35% dos professores do Estado aderiram à greve. Eles também criticam o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pela crise hídrica, que afeta muitas escolas.

A assembleia de hoje também decidiu realizar um ato que segue pela Avenida Paulista até a Praça da República, onde fica o prédio da Secretaria Estadual de Educação.

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