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24/04/2015 19:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Homem constrói robôs para compreender melhor os seres humanos

Imagine uma cena no futuro, em que você trocou o seu amante ou amigo de carne e osso por uma versão automatizada. Haverá um tempo que os robôs serão tão “humanos” a ponto de que não pensaremos duas vezes antes de termos um relacionamento com eles, ou mesmo não os distinguiremos mais de nós mesmos? Hiroshi Ishiguro, criador de robôs de renome no Japão e uma espécie de celebridade menor, crê que sim.

“Os japoneses têm definições bem amplas sobre o que é ser humano. No Ocidente, há maior ênfase no ‘eu’ e se diferenciar dos outros. Acho que as pessoas estariam mais inclinadas a definir o que é ser humano [no Ocidente]”, disse Ishiguro durante conversa no Skype. “Mas no Japão não fazemos isso. Por isso criamos robôs mais humanos, porque não nos importamos tanto com a diferença entre humanos e robôs.”

Ishiguro, diretor do Laboratório de Robótica Inteligente da Universidade de Osaka, passou boa parte de sua vida criando e dando vida a uma série de androides fotorrealistas, de aparência incrivelmente semelhante a de modelos humanos. Por exemplo, temos o Geminoid HI-2 criado com base no próprio Ishiguro; o Geminoid F baseado em uma mulher japonesa; e um protótipo anterior de seus andróides foi até mesmo baseado em sua filha.

Grandes laboratórios de robótica pelo mundo tem se dedicado a criar robôs que em pouco se assemelham a seus criadores humanos, priorizando a funcionalidade e não a forma. Mas por que Ishiguro escolheu criá-los à nossa imagem e semelhança? [Continue lendo aqui]

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