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23/04/2015 21:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Estudo com 95 mil crianças prova de vez: vacina não tem nada a ver com autismo

iStock

Fim de linha para os antivacina: um estudo publicado nesta semana comprova que não há qualquer relação entre a vacina tríplice, para caxumba, rubéola e sarampo, e o autismo.

A pesquisa foi publicada no Jama, uma das publicações de pesquisa médica mais respeitadas dos Estados Unidos, e acompanhou mais de 95 mil crianças durante dez anos.

A vacinação foi associada ao autismo pela primeira vez quando um médico chamado Andrew Wakefield publicou um artigo na revista Lancet, em 1998. Pouco tempo depois, Wakefield foi acusado de fraude e perdeu seu registro profissional. A Lancet, considerada a melhor revista de pesquisa médica do mundo, teve sua imagem arranhada e teve de se retratar publicamente.

Mesmo com todo esse papelão, o artigo de Wakefield segue como um dos principais argumentos dos grupos antivacina dos Estados Unidos. O resultado? Surtos de sarampo, como o começou na Disney da Califórnia, em dezembro de 2014, e se espalhou por 18 estados americanos.

Como funcionou o estudo?

Os cientistas acompanharam 95.727 crianças entre 2001 e 2012. Cerca de 2% delas tinham irmãos mais velhos autistas.

Entre os irmãos de autistas, o índice de autismo foi de 6,9%. Já no restante, foi de 0,9%. Tomar a vacina não influenciou em nada os índices -- inclusive, de acordo com os cientistas, é mais comum que irmãos de autistas não sejam vacinados, porque os pais ficam com medo de que a vacina desperte o autismo nos filhos.

"Apesar da ausência de evidências, as famílias com crianças afetadas por autismo são particularmente preocupadas por estudos ligando a vacinação tríplice ao autismo", afirmaram os pesquisadores no artigo.

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