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23/04/2015 13:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Em nova greve, caminhoneiros paralisam rodovias de pelo menos cinco estados

Estadão Conteúdo/Ronaldo Bernardi

Caminhoneiros iniciaram nova greve nesta quinta-feira (23) e prometem "parar o Brasil." Até agora, motoristas de cinco estados aderiram ao movimento. Dessa vez a reivindicação é para que o governo estabeleça uma tabela de frete com valores fixos mínimos a serem pagos aos caminhoneiros.

Os estados com rodovias paralisadas até o momento, segundo Valor Econômico, são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso.

A GREVE DOS CAMINHONEIROS VAI RECOMEÇAR!Todas as informações em http://blogdocaminhoneiro.com/

Posted by Blog do Caminhoneiro on Quarta, 22 de abril de 2015

Entenda a reivindicação da vez

A decisão da categoria ocorreu após o encontro entre caminhoneiros autônomos e representantes do governo, em Brasília, e a proposta foi classificada como inconstitucional. A tabela sugerida pelos caminhoneiros representaria aumento de 30% no valor pago pelo frete atualmente.

Em contraponto, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, e o ministro de Transportes, Antônio Carlos Rodrigues propuseram uma tabela com preços referenciais, e, portanto, não obrigatórios. Segundo o jornal O Tempo, grandes empresas eram contrários à proposta.

Rosseto justificou:

“A tabela não tem apoio constitucional e é impraticável. Estudamos muito, nos dedicamos muito, no sentido de examinar uma série de alternativas. Não há autorização constitucional para uma tabela impositiva. Estamos seguros que a tabela referencial de custos cria uma base técnica para negociação.”

Por outro lado, Gilson Baitaca, um dos representantes dos caminhoneiros, justificou o pedido e rebateu:

“Essa tabela garantiria a cobertura de todos os gastos do transporte. Caso algum problema venha a acontecer no agronegócio, por exemplo, que não seja o transporte a pagar por isso. Que não possa ser contratado um frete abaixo do custo. Essa é uma tabela de custo e não de lucratividade. Nós, do setor, vivendo isso todo dia, sabemos que uma tabela referencial, não obrigatória, não será cumprida. Nunca foi.”

(Com informações Agência Brasil)