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17/04/2015 15:05 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Marice Correa Lima, cunhada de Vaccari, se entrega à polícia

Montagem/Estadão Conteúdo

Marice Correa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto se entregou no início da tarde desta sexta-feira (17) à Polícia Federal em Curitiba. Ela era considerada foragida. O mandado de prisão preventiva foi expedido contra ela na quarta-feira (15). Quando os agentes foram cumprir o mandado, ela não estava.

De acordo com o advogado Cláudio Pimentel, ela estava em um congresso no Panamá há 10 dias. Segundo o G1, o advogado disse que a viagem ao exterior ocorreu antes da 12ª etapa da Operação Lava Jato ter sido deflagrada.

Nesta fase, Vaccari foi preso e logo em seguida anunciou o afastamento do cargo no partido.

Marice é suspeita de ter participado de um esquema de lavagem de dinheiro com a comercialização de um imóvel e ter sido emissária em um dos casos de recebimento de propina.

De acordo com as investigações, ela comprou um apartamento por R$ 200 mil e o vendeu por R$ 400 mil para a OAS, também envolvida na operação.

Também pesa contra ela o depoimento do doleiro Alberto Youssef. Ele disse que o dinheiro da propina de um contrato firmado pela Toshiba foi entregue a ela, que seria a emissária de Vaccari.

Segundo o procurador do Ministério Público Federal Carlos Fernando Lima, a cunhada de Vaccari está há muito tempo sendo investigada por operar junto com o ex-tesoureiro as doações ilegais.

Em depoimento na CPI da Petrobras, Vaccari negou relação de trabalho com a cunhada. “Minha relação com minha cunhada é estritamente familiar. Ela trabalha em uma organização internacional e faz viagens constantes”, disse.

Na CPI, a deputada Eliziane Gama (PPS-MA) levantou a hipótese de Marice ter relação com a filial da JD Assessoria e Consultoria, que o ex-ministro, preso no mensalão, José Dirceu, tem no Panamá,

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