NOTÍCIAS
17/04/2015 14:23 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Caso da travesti agredida na prisão chega ao Planalto e será investigado pelo Ministério Público

Montagem/Facebook

O caso da violência contra a travesti Verônica Bolinachegou ao Ministério Público de São Paulo e até ao Palácio do Planalto. Verônica teria sido torturada por policiais do 2º DP (Distrito Policial), em Bom Retiro, onde ela se envolveu em uma confusão com outros presos e, segundo a polícia, teria arrancado a orelha de um deles.

O Ministério Público de São Paulo afirmou que vai investigar denúncias de tortura e maus-tratos contra a travesti feitas pela Defensoria Pública do Estado. De acordo com informações do G1, a gravação em que Verônica justifica a ação dos policiais também será apurada pelo órgão. No áudio, gravado pela coordenadora estadual de Políticas para Diversidade Sexual, Heloísa Alves, Verônica diz que "estava possuída", e que "eles tiveram que usar as leis deles" para contê-la. Ela enfatiza que só havia sido "contida, não torturada."

A Secretaria de Direitos Humanos ligada à Presidência também se pronunciou, segundo a Folha de S.Paulo. Eles afirmaram que também acompanham o andamento do processo e cobraram explicações polícia do Estado, Defensoria Pública do Estado e do Centro de Cidadania LGBT.

Ligado à prefeitura de São Paulo, o Centro de Cidadania LGBT publicou uma nota oficial afirmando que Bolina foi violentada pelos policiais militares e agentes do Grupo de Operações estratégicas (GOE). As agressões, segundo o órgão, ocorreram no momento da sua prisão, durante o episódio que atacou o carcereiro, e no hospital enquanto recebia atendimento médico.

Nota pública sobre o caso Verônica Bolina

Posted by Cads SP on Quarta, 15 de abril de 2015

A Secretaria de Segurança Pública informou, por meio de nota, que a Corregedoria da Polícia Civil investiga o caso.

#SomosTodasVerônica

Verônica foi presa na última sexta-feira (10), sob suspeita de ter tentado matar uma vizinha de 73 anos. Agredida dentro da prisão, a travesti teve vazadas nas redes sociais. As imagens mostram Verônica seminua, com o rosto desfigurado, os cabelos cortados, algemada nas mãos e nos pés e cercada pelos policiais.

O caso levou à criação da hashtag #SomosTodasVerônica, em apoio à travesti.