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15/04/2015 13:16 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Mudança demográfica: A partir de 2045, mais brasileiros morrerão do que nascerão, diz IBGE

O.F.E./Flickr
The cemitério do Alto de São João is a true necropolis, with the dead mainly residing above ground in sepulchres and mausoleums that line the sides of streets that have names and numbers just like in a real town. The site was first used as a burial ground in 1833 during a cholera epidemic. At that time Portugal had very few cemeteries. The progressive Bishop of Leiria had created a cemetery behind his cathedral in the 1780’s and the English had created graveyards in Oporto and Lisbon but most Portuguese internments took place inside the walls of religious buildings of one sort or another, mainly churches but also convents, monasteries, even hermitages. Only the rich could afford any sort of memorial, the majority of internees went unmarked. Parish churches became overcrowded and unsanitary following centuries of burials within the walls In the small town of Póvoa de Varzim the padre declared in 1790 that the church door had to be kept open at all times. Incense was no longer enough to disguise the stench of rotting corpses inside the church. In 1835 a Liberal government passed a law obliging the civil authorities to create walled cemeteries in all urban areas of Portugal. The city government of Lisbon founded two cemeteries that year on high ground within the city boundaries, Prazeres (Pleasures!) and this one on the Alto de São João.

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (15) pelo IBGE revelou um dado preocupante sobre a mudança demográfica brasileira. A partir de 2045 a taxa de mortalidade no País será maior que a taxa bruta de natalidade e a taxa de crescimento demográfico.

Segundo a publicação Mudança Demográfica no Brasil no Início do Século XXI: Subsídios para as projeções da população do Brasil e das Unidades da Federação, houve uma redução drástica de nascimentos nas últimas décadas, fenômeno observado em todo o mundo. A população jovem, de 15 a 29 anos, apresenta diminuição contínua de sua participação, enquanto a população de idosos será o segmento que mais cresce no Brasil.

Uma das razões para a queda contínua de jovens no País é a queda da fecundidade, que passou de 2,4 filhos por mulher, em 2000, para 1,9 filho por mulher, em 2010, e que deverá seguir em queda, chegando a cerca de 1,5 filho por mulher, em 2030. A proporção de pessoas com menos de 15 anos de idade, que era de cerca de 30%, em 2000, chegará a 17,6%, em 2030.

A população jovem de 15 a 29 anos de idade, como reflexo da queda da fecundidade no passado, também apresenta uma diminuição contínua na sua participação, passando de 28,2%, em 2000, para 26,7%, em 2010, devendo alcançar 21,0%, em 2030. A população brasileira de 30 a 59 anos de idade apresenta crescimento, tanto na participação relativa quanto em valores absolutos, em todo o período de 2000 a 2030. Esses adultos, que correspondiam a 59,2 milhões de pessoas em 2000, representando 33,6% da população, devem alcançar 95,4 milhões em 2030, ou 42,7% da população.

Já o segmento populacional que mais aumenta na população brasileira, o de idosos, tem taxas de crescimento de mais de 4% ao ano no período de 2012 a 2022. A população com 60 anos ou mais de idade passa de 14,2 milhões, em 2000, para 19,6 milhões, em 2010, devendo atingir 41,5 milhões, em 2030, e 73,5 milhões, em 2060. Segundo o IBGE, espera-se, para os próximos 10 anos, um incremento médio de mais de 1,0 milhão de idosos anualmente.

"Essa situação de envelhecimento populacional é consequência, primeiramente, da rápida e contínua queda da fecundidade no País, além de ser também influenciada pela queda da mortalidade em todas as idades."

A longo prazo, essas mudanças devem impactar na taxa de crescimento demográfico. Nos próximos 30 anos, a taxa bruta de mortalidade deve apresentar aumento e ficar maior do que a taxa de natalidade, como é possível observar:

Bônus demográfico

A transição demográfica provoca mudanças no chamado bônus demográfico, representado pelo período em que há uma alta proporção de pessoas em idade potencialmente ativa, comparativamente aos grupos etários teoricamente dependentes (jovens com 14 ou menos e idosos com mais de 65 anos).

Isso é, esta maior proporção de pessoas em idade ativa favoreceria o desenvolvimento econômico, já que o predomínio de pessoas que produzem mais do que consomem, em comparação com aquelas cujo consumo costuma ultrapassar a capacidade produtiva, propiciaria mais reservas e aumento dos recursos disponíveis por indivíduo.

Segundo o estudo, no Brasil, esse fenômeno atingirá seu pico entre os anos de 2022 e 2023, quando as razões de dependência voltarão a crescer e começará a ser fechada a janela de oportunidades demográficas.