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15/04/2015 09:12 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Contra terceirização, CUT promove paralisação em 13 capitais

Montagem/Marcelo SantAnna/WikiCommmons

A Central Única dos Trabalhadores faz nesta quarta-feira (15) uma paralisação geral em 13 capitais do País contra a aprovação do PL 4330, que regulamenta a terceirização e a amplia para as atividades fim. O movimento tem apoio do PSol, do PT e do PCdoB.

Em um chamado, o presidente da CUT, Vagner Freitas, pede a todos os empregados que não trabalhem no dia 15. “Para que continuemos a ter dignidade nos nosso trabalhos e não permitir que eles tirem nosso direitos”, diz. Ele pede ainda que as pessoas procurem os sindicatos e se informem.

“O PL simplesmente retira todos os direitos trabalhistas. Com esse projeto, todo trabalhador que está hoje empregado pode ser demitido e o empregador poderá contratar uma empresa com trabalhadores que ganham a metade do que você ganha para fazer o trabalho.”

Na análise de Freitas, como o projeto está o trabalhador pode perder os benefícios garantidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas, como as férias e o 13 salário. "Eles estão rasgando a CLT, não haverá nenhuma proteção trabalhista”, pontua.

Segundo ele, os parlamentares que votaram a favor do texto querem estender a precarização do trabalho dos 12,5 milhões de empregados para os demais 35 milhões de trabalhadores. “Não vamos permitir isso."

"Estamos diante de um verdadeiro retrocesso na história das conquistas da classe trabalhadora. Só os trabalhadores organizados na luta conseguirão barrar o Projeto de Lei 4330 que desregulamenta o trabalho e impõe as terceirizações”, diz trecho da convocatória no Facebook.

Confira os três principais argumentos da CUT contra o projeto:

  • 1. Com o PL 4330, o trabalhador direto poderá ser demitido para que um terceirizado seja contratado, com diminuição de salários, de direitos e aumento da jornada de trabalho.
  • 2. O argumento de que a responsabilidade solidária é uma forma de proteger o trabalhador terceirizado é mentira.
  • 3. Generalização das mortes e acidentes de trabalho

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