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15/04/2015 22:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Coletivo cearense 'Nigéria' percorre o Brasil para filmar lutas de minorias sociais

O ano de 2014 foi intenso para os movimentos sociais no Brasil, especialmente aqueles relacionados aos direitos humanos. Para mostrar as atividades desses grupos, o coletivo Nigéria viajou pelas cinco regiões do País registrando as lutas de populações indígenas, grupos LGBT, defensores do direito à moradia e à Justiça e a resistência de comunidades tradicionais a megaobras do Estado.

Em 2013 o mesmo grupo foi responsável pelo documentário "Com Vandalismo", retratando as jornadas de junho com uma perspectiva do que acontecia a partir das ruas. Agora o novo trabalho irá se chamar "DEFENSORXS".

Criado em Fortaleza, o grupo formado por Bruno Xavier, Pedro Rocha, Roger Pires, Yargo Gurjão, quer dar visibilidade a atores políticos que não costumam ganhar espaço na mídia. Eles ficaram na estrada entre outubro e novembro, registrando imagens em sua cidade natal e também em São Paulo, Curitiba, Dourados e Altamira.

Na capital cearense, o grupo acompanhou uma reunião da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores e assistiu a um julgamento, para discutir a defesa dos direitos humanos nos poderes Legislativo e Judiciário

As mulheres militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto foram as personagens em São Paulo. Muitas delas acabam abandonadas pelos companheiros quando decidem se dedicar à luta por moradia própria.

Em Curitiba, capital do Paraná, o grupo acompanhou líderes de organizações de defesa dos direitos LGBT e abordou a violência contra homossexuais, transexuais e travestis.

O movimento indígena Guarani e Kaiowá foi o foco das gravações em Dourados, no Mato Grosso do Sul, onde uma das lideranças havia sido assassinada.

Para finalizar, o coletivo fez uma pescaria de final de semana com seu Hélio, morador ribeirinho expulso de sua casa por conta das obras de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Atualmente o documentário já foi gravado e se encontra em fase de finalização. Como essa parte é mais trabalhosa e custosa, o coletivo Nigéria criou uma página no Catarse, buscando apoiadores.

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