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14/04/2015 16:16 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Após oito meses sem aulas por causa do surto de Ebola, estudantes voltam às escolas em Serra Leoa

AP Photo

Cerca de 1,8 milhão de crianças devem voltas às salas de aula nesta semana, em Serra Leoa. O retorno às atividades letivas acontece após uma pausa de oito meses por causa do surto de Ebola que atingiu a África Ocidental.

"Isso marca um grande passo na normalização da vida em Serra Leoa", afirmou Roeland Monasch, representante da Unicef no país. A agência da ONU montou um esquema especial para garantir que medidas de higiene e monitoramento da temperatura dos estudantes e dos professores sejam colocadas em prática nas escolas do país.

Na Guiné e na Libéria, outros países afetados pelo vírus, as aulas foram retomadas em janeiro e fevereiro, respectivamente.

De acordo com autoridades de Serra Leoa, mais de 8.000 escolas vão reabrir nesta semana. Além de treinar os 9.000 professores, a Unicef providenciou 24.300 estações para a higienização das mãos, que serão instaladas nas instituições de ensino.

O processo, no entanto, deve ser lento: na escola Prince of Wales, em Freetown, algumas crianças não puderem acessar as salas de aula. O espaço, que foi usado pela organização Médicos sem Fronteiras, já estava descontaminado, mas as salas não estavam totalmente prontas para receber os alunos.

Já na escola Emmanuel Caulker, de 500 alunos esperados, apenas 13 crianças apareceram.

De acordo com o Guardian, alguns alunos ainda estão em quarentena. Meninas grávidas, segundo a imprensa local, também não têm a permissão para frequentarem as escolas.

A epidemia de Ebola matou 10.587 pessoas, e 25.550 casos da doença foram registrados. Serra Leoa é o país com o maior número de casos, contando 12.138. O país registrou 3.831 mortes até o dia 8 de abril.