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11/04/2015 10:45 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Barack Obama se encontra com Raúl Castro na Cúpula das Américas

presidencia peru/divulgação

CIDADE DO PANAMÁ - O presidente norte-americano reúne-se neste sábado, 11, com o líder cubano Raúl Castro, para discussões que podem aumentar ainda mais a reputação de Barack Obama na região, em meio à avaliação positiva de líderes latino-americanos ao descongelamento histórico de animosidade entre Estados Unidos e Cuba.

Na noite de sexta-feira, 10, Obama e o presidente cubano apertaram as mãos e conversaram brevemente na cerimônia de abertura da Cúpula das Américas, na sexta-feira à noite, um gesto que foi elogiado por outros líderes que têm nos últimos anos pedido mudanças na política norte-americana em relação à Cuba.

Até o presidente socialista da Venezuela, Nicolas Maduro, diminuiu o tom de sua retórica antiamericana de costume para elogiar a aproximação, bem como a participação de Cuba na cúpula pela primeira vez.

"O fato de que Cuba estar aqui é a maior conquista da América Latina e do Caribe", disse Maduro, que esta semana pareceu suavizar a sua posição em relação a Washington depois de uma recente onda de tensão.

Obama, de 53 anos, que não era nem nascido quando os irmãos Castro chegaram ao poder na revolução de 1959, assegurou aos líderes latino-americanos que os Estados Unidos já não estavam interessado em tentar impor sua vontade sobre a região.

Obama e Castro não sentaram juntos no jantar ao ar livre em meio a ruínas no centro histórico da Cidade do Panamá na sexta-feira à noite e jornalistas autorizados a entrar brevemente para brindes não viram nenhuma interação entre os dois.

Mas o tom geral tem sido otimista com Obama e o presidente cubano de 83 anos movimentando-se na direção de restaurar as relações diplomáticas e melhorar os laços comerciais e de viagem, na sequência de uma mudança de política dramática anunciada por ambos em dezembro.

Fim da intervenção americana

Segundo Obama, os Estados Unidos não podem mais interferir livremente nos assuntos dos países da América Latina.

"Os dias em que nossa agenda neste hemisfério frequentemente presumia que os Estados Unidos poderiam se meter com impunidade estão no passado", disse Obama.