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10/04/2015 15:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:47 -02

Ativistas do Greenpeace protestam no sul de Roraima contra desmatamento excessivo da Amazônia

Reprodução/Facebook Greenpeace

Trinta ativistas do Greenpeace reuniram forças no sul de Roraima para protestar contra o desmatamento excessivo da Floresta Amazônica. De acordo com o grupo, pelo menos quatro mil hectares foram desmatados no Estado nos últimos seis meses, o equivalente a 40 mil m².

Os ativistas estenderam nesta quinta-feira (9) uma faixa em uma área do tamanho de 504 campos de futebol de mata queimada e destruída com a mensagem "A falta de água começa aqui". A intenção da organização é lembrar que tudo está interligado, e o desmatamento influencia diretamente a falta de água.

"Só a Amazônia transpira, diariamente, 20 bilhões de toneladas de vapor de água para a atmosfera – volume superior à vazão do rio Amazonas. Toda essa umidade forma os 'rios voadores' que são levados, com o vento, para outras regiões do País, irrigando plantações e enchendo reservatórios de água. Ao desmatar a Amazônia, interferimos de forma extremamente negativa no ciclo da água."

DENÚNCIA: Identificamos grandes áreas de desmatamento na Amazônia. A Falta de Água começa aqui. A Amazônia é resposável...

Posted by Greenpeace Brasil on Quinta, 9 de abril de 2015

O local do protesto

D acordo com o Bom Dia Brasil, a área em questão escolhida para o protesto é propriedade de uma empresa, a RR Madeiras. Segundo o representante do dono do terreno, Saulo Batistezani, as queimadas no local têm autorização da Fundação do Meio Ambiente de Roraima para transformar os 400 hectares em pastagem.

Apesar da declaração, a empresa é uma das investigadas pela Polícia Federal por um esquema criminoso de exploração de madeira envolvendo empresas, proprietários rurais, servidores públicos e engenheiros florestais.

Entre as acusações, estão desmatamento ilegal em terras da união e adulteração de documentos de origem florestal para acobertar a madeira retirada de área sem autorização.

Ainda de acordo com o Bom Dia Brasil, a devastação no estado cresceu 58% em um ano, segundo dados da Imazon.