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09/04/2015 15:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:46 -02

Bate-boca e ratos marcam depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, na CPI da Petrobras

Montagem/Agência Câmara

Além de um tumulto causado por ratos, o depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, na CPI da Petrobras, foi marcado por um bate-boca entre deputados do PT e da oposição.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) listou uma série de denúncias feitas pelo Ministério Púbico contra o tesoureiro do partido e o chamou de criminoso. Diante os ataques, os petistas reagiram.

“O senhor foi escolhido tesoureiro do PT por causa dessas atividades ilegais?”, perguntou Sampaio. Os deputados do PT Paulo Teixeira (SP), Maria do Rosário (RS) e Leo de Brito (AC) reclamaram da forma como o depoente estava sendo tratado. “Ele foi condenado em alguma ação?”, perguntou Teixeira.

Sampaio também disse que o tesoureiro inventou um jeito novo de burlar a Justiça. Em vez de caixa 2, como no mensalão, disse que o petista criou o caixa 1, a propina delivery.

O tucano manteve a indignação e ao receber uma resposta negativa sobre Vaccari ter intimidade com Barusco, ele não se conteve: “Acha que somos palhaços”, emendou.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) também insistiu na irritação. Disse que queria ver uma acareação entre o tesoureiro e o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco ou o doleiro Alberto Youssef. Para ele, o tesoureiro mentiu e só escapou por competência dos advogados. “O senhor é cínico, o senhor é hipócrita”, acusou o deputado.

Pressionado, Vaccari admitiu que foi ao prédio do doleiro Alberto Youssef, mas disse que ele não estava lá e que não tem relação próxima com ele. O tesoureiro também reconheceu que teve encontros com representantes de empresas para pedir doações ao partido.

Vaccari negou qualquer irregularidade na arrecadação de recursos para os comitês financeiros de campanha do PT e disse várias vezes à CPI que nunca recebeu propinas – apesar de admitir conhecer vários dos empresários processados por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos com a Petrobras.

O tesoureiro também disse que a relação dele com Marice Correia de Lima, sua cunhada, é estritamente familiar.

Marice também é investigada pela Operação Lava Jato. A Polícia Federal apreendeu documentos que registram o pagamento de R$ 244,2 mil da empreiteira OAS para ela.

Tumulto

Mais cedo, quando havia tumulto por causa dos ratos que foram soltos na comissão, os deputados Jorge Solla (PT-BA) e o deputado Waldir (PSDB-GO) trocaram insultos. O petista acusou o tucano de ter deixado para um comparsa soltar os animais. E os dois acusaram o outro de “bandido”.

Para o relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-RJ) o circo foi armado. “Este circo armado depõe contra o parlamento, que é essencial à democracia e ao debate."

(Com informações da Agência Câmara)

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