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07/04/2015 19:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Dilma extingue Secretaria de Relações Institucionais e passa articulação política para vice-presidente, Michel Temer (PMDB)

Montagem/Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseffconvidou o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para comandar a articulação política do governo. A escolha atende pedidos de aliados que reclamavam da relação da petista com o Congresso.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvafoi um dos que aconselharam a presidente a mudar a cozinha do Planalto.

O anúncio foi feito pelo líder do governo, José Guimarães (PT-CE). Segundo ele, a presidente transferiu para a vice-presidência as funções que eram assumidas pela SRI. "Consequentemente, as relações serão feitas pelo vice Michel Temer, está dentro da Constituição Federal”, destacou.

A primeira opção da presidente falhou. Na segunda-feira (6), ela chegou a sondar o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, também do PMDB. No fim do dia, após consultar os presidentes da Câmara e do Senado, ele recusou o convite.

Líder do PMDB na Câmara, o deputado Leonardo Picciani (RJ) disse que a justificativa para a recusa foi o o filho recém-nascido. Nos bastidores, os peemedebistas reclamaram que os presidentes da Câmara e do Senado não foram consultados. Também há quem critique a falta de autonomia da pasta.

“A Secretaria de Relações Institucionais não é um pleito do PMDB. É só mais um ministro para ser fritado”, ressaltou Picciani.

O convite ao vice-presidente foi feito na tarde desta terça-feira (7), pouco antes de começar a reunião da presidente com líderes do governo no Palácio do Planalto.

Aos aliados, a presidente também anunciou a saída do ministro Pepe Vargas da Secretaria de Relações Institucionais.

A oposição reagiu. Para o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), está estabelecido o desgoverno no País. “É o terceiro ministro que ela demite em três meses. São 39 ministérios, se continuar nesse ritmo, serão três anos e três meses para renovar todo ministério. A gente tem o caso absoluto nesse País. Já apelidaram o presidente da Câmara de primeiro ministro”, emendou.

Para o líder do PSOL, Chico Alencar(RJ) disse que o PMDB finalmente chegou ao governo. "Vai tocar a articulação política, que hoje é próxima do zero, inexistente", ressaltou.