NOTÍCIAS
06/04/2015 17:53 -03 | Atualizado 27/12/2018 12:35 -02

#147notjustanumber: Ví­timas de ataque no Quênia são homenageadas em rede social

Reprodução / Twitter

Joy Chepkorir era filha, sobrinha, irmã, e amiga de muitos. Já Veronica Syokau adorava nadar. Peter Masinede tinha 32 anos, e em breve iria ser pai. Yvonne Makori era descrita como "a esperança da família". E o que eles todos têm em comum?

Todas as pessoas acima foram mortas durante um dos ataques mais sangrentos da história recente do Quênia, quando quatro homens armados invadiram a Universidade de Garissa, perto da fronteira com a Somália.

Segundo autoridades, pelo menos 147 pessoas morreram no ataque. Cento e quarenta e sete. Em uma tentativa de fazer com que as vítimas sejam além de números, uma campanha no twitter lançou a hashtag #147notjustanumber (147não é só um número, em tradução livre). Observação: Mais tarde, o número de mortos foi atualizado pelas agências de notícias para 148.

A criadora da hashtag, Ory Okolloh, afirmou ao Wall Street Journal que pretende, com a iniciativa, "humanizar as vítimas do terror".

As autoridades do Quênia, segundo a CNN, ainda não divulgaram uma lista das vítimas mortas no ataque. O grupo extremista Al-Shabab assumiu a autoria do atentado, que foi uma resposta à presença militar queniana na Somália.

Entre os tweets compartilhados, há histórias emocionantes como a de um pai que tomou um empréstimo para mandar um filho para a universidade. Seu filho foi morto no ataque.

LEIA TAMBÉM:

- Cerco a extremistas no Quênia termina; número de mortos sobre para ao menos 147

- Sobrevivente de ataque no Quênia ficou dois dias escondida em armário

- Quênia diz que filho de funcionário do governo participou de ataque em universidade