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05/04/2015 18:11 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Quênia diz que filho de funcionário do governo participou de ataque em universidade

Reuters

O filho de um funcionário do governo queniano foi um dos homens armados e mascarados que mataram cerca de 150 pessoas em uma universidade, na semana passada, afirmou o Ministério do Interior neste domingo (5).

Igrejas quenianas contrataram guardas armados para proteger sua congregações nesta Páscoa. Papa Francisco condenou o ataque de quinta-feira em discurso neste domingo, rezando pelos mortos.

O porta-voz do Ministério do Interior Mwenda Njoka disse que Abdirahim Abdullahi era um dos quatro homens armados que invadiram o campus universitário em Garissa, cerca de 200 quilômetros da fronteira com a Somália.

Homens fortemente armados invadiram o campus no nordeste do Quênia na madrugada desta quinta (2). A ação do grupo somali Al-Shabab ressalta os desafios enfrentados pelo governo na tentativa de frustrar o terrorismo de dentro e além de suas fronteiras. O Al-Shabab, que realizou diversos ataques no interior da Somália e também em países próximos, assumiu a autoria do ataque realizado na cidade de Garissa, a sudoeste da fronteira somali.

O ataque é o mais violento no Quênia desde 1998, quando a embaixada dos Estados Unidos foi bombardeada por integrante da Al-Qaeda e mais de 200 pessoas morreram.