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31/03/2015 13:57 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Candidato de oposição, Mohammadu Buhari é eleito presidente da Nigéria

Reuters

A eleição mais apertada da história recente da Nigéria, a maioria dos eleitores do país mais populoso da África escolheu o candidato de oposição Mohammadu Buhari para ser o próximo presidente da nação de 173 milhões de pessoas. É a primeira vitória da oposição desde que o país retornou à democracia, em 1999.

Ele toma posse no dia 29 de maio. Além do presidente, foram eleitos 109 senadores e 360 deputados.

Candidato pelo Congresso Progressista (APC, coligação de quatro partidos da oposição) , Buhari é um ex-general muçulmano que já tentou se eleger presidente três vezes. Na última eleição, em 2011, ele foi derrotado por Goodluck Jonathan, atual presidente da Nigéria.

Em um país cada vez mais impactado pelos ataques do grupo extremista Boko Haram, o candidato eleito fez da segurança uma das suas bandeiras de campanha. Ele também enfatizou o combate à corrupção como um de seus objetivos na presidência.

Goodluck Jonathan foi alvo de severas críticas por causa de sua atuação contra o grupo, que busca estabelecer um Estado Islâmico no nordeste do país. Críticos dizem, inclusive, que ele só intensificou a luta contra o grupo para ganhar projeção eleitoral.

A expectativa é de que o novo presidente – que foi eleito com o apoio dos estados mais afetados pelos ataques do grupo, intensifique o combate ao Boko Haram.

Esta não é a primeira vez que Buhari chega ao poder: ele governou a Nigéria entre janeiro de 1984 até agosto de 1985, logo após o golpe militar de 1983.

Ele diz ser um “convertido à democracia”.

O APC declarou vitória no pleito e afirmou que o país está “testemunhando a história”.

“Esta é a primeira vez na Nigéria que um governo será tirado do poder usando meios puramente democráticos”, afirmou o porta-voz da coligação, Lai Mohammed. Ele afirmou ainda acreditar que o presidente atual vai admitir a derrota sem resistência.

“Ele já afirmou várias vezes que iria abandonar o poder, se a eleição fosse justa e livre”.

Nesta terça (31), segundo a BBC, Goodluck Jonathan reconheceu a derrota e cumprimentou Buhari pela eleição.

A União Africana disse que as eleições respeitaram “de modo satisfatório os princípios continentais e regionais das eleições democráticas” e que o processo foi globalmente pacífico.

O secretário da Organização das Nações Unidas(ONU), Ban Ki-moon afirmou que o pleito ocorreu “com grande calma e de maneira organizada”.