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31/03/2015 16:22 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Acusado de receber propina, Glauco Legatti diz que não conhece o tesoureiro do PT, João Vaccari, e irrita parlamentares

Montagem/Agência Câmara

Uma declaração do ex-gerente da refinaria Abreu e Lima Glauco Legatti irritou os parlamentares na sessão desta terça-feira (31) na CPI da Petrobras. Questionado, Legatti disse que não conhece e nunca viu o tesoureiro do PT, João Vaccari.

Além dessa declaração, o ex-gerente insistiu que não está envolvido em irregularidades. Segundo o engenheiro Shinko Nakandakari, Legatti recebeu R$ 400 mil de propina da Galvão Engenharia, uma das acusadas pelo MPF de formação de cartel, investigadas pela Operação Lava Jato.

A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) rebateu as afirmações do ex-gerente.

“O senhor está dizendo que todos os procedimentos feitos pela Petrobras eram corretos e que as irregularidades foram feitas fora da empresa. O senhor está subestimando nossa inteligência."

Ela continuou. “O senhor se sentiu traído por Nakandakari, de quem o senhor se disse amigo?”, perguntou. “Só pode nos trair quem pode nos abraçar. Eu prefiro dizer que ele usou da minha amizade para fazer esse tipo de coisa”, respondeu o ex-gerente. Legatti disse que conhece Nakandakari e que os dois têm relação de amizade.

Ele disse também que nunca teve conta bancária no exterior e repetiu que nunca conheceu o doleiro Alberto Youssef, que, em depoimento no processo de delação premiada, disse que propinas pagas por empresas contratadas para a construção da refinaria Abreu e Lima foram destinadas ao PP, ao PSDB e ao PSB.

(Com Agência Câmara)