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30/03/2015 12:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Germanwings: Copiloto que provocou acidente aéreo foi tratado por 'tendência suicida'

Getty Images via Getty Images
FRANKFURT, GERMANY - SEPTEMBER 13: In this photo released today, co-pilot of Germanwings flight 4U9525 Andreas Lubitz participates in the Airport Hamburg 10-mile race on September 13, 2009 in Hamburg, Germany. Lubitz is suspected of having deliberately piloted Germanwings flight 4U 9525 into a mountain in southern France on March 24, 2015 and killing all 150 people on board, including himself, in the worst air disaster in Europe in recent history. (Photo by Getty Images)

O copiloto do Airbus A320 da Germanwings acusado de ter jogado o avião contra os Alpes franceses recebeu tratamento por tendência suicida em um passado distante, indicou nesta segunda-feira (30) a justiça alemã.

"O copiloto esteve em tratamento psicoterápico por tendências suicidas há muitos anos, antes de obter sua licença de piloto", declarou o procurador de Düsseldorf, Ralf Herrenbrück. Mas nas últimas consultas médicas "não foram atestados nenhum comportamento suicida ou agressivo para com os outros", acrescentou.

A nota oficial da promotoria informou ainda que, segundo os documentos e material recolhido nos imóveis de Andreas Lubitz, o copiloto não sofria de "nenhuma doença física". O tabloide alemão Bild publicou neste domingo (29) que o piloto teria um descolamento na retina e problemas na visão.

O mesmo tabloide reportou nesta segunda que a ex-companheira de Lubitz, uma professora de uma escola no Estado de North Rhine Westfalia, estaria grávida. Nenhuma fonte oficial ligada à investigação confirmou a gravidez da professora, que até agora não teve sua identidade revelada para proteger sua privacidade.

Na tragédia ocorrida em 24 de março nos Alpes franceses, morreram todas as 150 pessoas que estavam a bordo. De acordo com a investigação, o copiloto Lubitz esperou o piloto sair da cabine de comando para ir ao banheiro e trancou a porta para assumir o comando da aeronave. Enquanto o piloto e outros membros da tripulação tentavam abrir a porta, Lubitz iniciou deliberadamente os procedimentos para fazer com que o avião perdesse altitude e se chocasse a mais de 700 Km/h contra o solo.

Vítimas

A polícia de Düsseldorf anunciou nesta segunda que o processo de identificação das vítimas demorará algumas semanas devido ao cuidado necessário durante o processo e a necessidade de esperar o término da operação de resgate no local. De acordo com um comunicado da polícia da cidade alemã, a comissão especial para o caso, liderada por Roland Wolff e formada por cerca de cem funcionários, trabalha na identificação das vítimas e também na investigação das possíveis causas do acidente aéreo.

Um porta-voz da promotoria de Düsseldorf pediu "paciência" à imprensa "diante da pressão dos últimos dias" e afirmou que, se o órgão tiver alguma novidade, emitirá um comunicado, mas não responderá a mais perguntas dos jornalistas. Uma delegação da polícia francesa está na cidade para saber o desenvolvimento das investigações realizadas pelas autoridades alemãs e para informá-las sobre os últimos resultados dos trabalhos na França.

Para fazer a identificação das vítimas, os agentes visitam, geralmente acompanhados por psicólogos, as casas dos mortos a fim de encontrar possíveis materiais de comparação com os restos resgatados na montanha, como amostras de DNA e impressões digitais.