COMPORTAMENTO
29/03/2015 09:13 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Faça você mesmo: 7 formas de fazer política que estão ao seu alcance e podem mudar a sociedade

Não precisa ser complicada como parece nos noticiários, nem difícil de entender feito grego, como a origem do próprio nome. Política pode (e deve!) ser uma prática diária e ao alcance de todos.

Muitas pessoas gostariam de fazer a diferença e colocar a mão na massa quando o assunto é mobilizar a sociedade em prol daquilo em que acredita. A pergunta que fica é: por onde começar?

O Brasil Post selecionou sete maneiras de participar da política. Basta escolher a que mais se encaixa no seu objetivo. ;)

1 – Faça parte da associação do seu bairro

Membro do Conselho Participativo Municipal de São Paulo, Mauro Calliari explica as associações de bairro "são responsáveis por tudo. Desde reclamar sobre uma casa irregular, até sobre lugares que fazem muito barulho à noite”.

O desafio está em falar com as pessoas certas para resolver cada tipo de problema. "É fazer política mesmo!", brinca ele.

Calliari diz que a criação da associação é o mais difícil até que tudo se estruture, mas que esses obstáculos são superados. “Se você tem vontade e uma causa em comum com o restante dos moradores, basta ter um mínimo de perseverança e resistência .“

Grau de dificuldade: fácil

2- Crie uma ONG

As Organizações não-governamentais (ONGs) partem do princípio de reunir pessoas que cansaram de esperar atitudes do governo em relação a um determinado assunto em comum.

Segundo o Júlio César Zanluca - autor da obra "Contabilidade do Terceiro Setor", o primeiro passo para criar sua própria ONG é convocar uma reunião informal por meio de panfletagens, telefonemas e redes sociais dos interessados em participar.

A partir daí criar: nome e sigla da entidade; sede e foro; finalidades e objetivos; formas de captação de recursos; poderes, tais como assembleia, diretoria, conselho fiscal; tempo de duração; qual o destino do patrimônio, em caso de dissolução; entre outros itens.

Grau de dificuldade: difícil

3 – Participe e se inteire do que ocorre no Congresso

Muitas pessoas nem se lembram em quem votaram na última eleição. É o que mostra uma pesquisa feita no ano passado indicando que 44% dos brasileiros não se lembra qual foi candidato escolheu para deputado federal em 2010.

Dito isso, fica mais difícil ainda se inteirar dos (muitos) projetos transitando na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. E provavelmente uma causa que você defende está entre ele (se não estiver, esse item é ainda mais importante!).

Solução? Acompanhe e cobre. Ferramentas para isso não faltam: o próprio site da câmara, o Vote na Web e por que não o próprio e-mail do político que você apoia? “Poxa, Brasil Post, mas vou ter que parar minha rotina a cada duas semanas para redigir um e-mail com minhas exigências como cidadão?” – Imagina duzentos milhões de brasileiros fazendo isso? Já seria um ótimo começo. ;)

Grau de dificuldade: fácil

4 – Participe do (ou forme um) Centro Acadêmico na sua instituição

Esses centros são a maior representação dos estudantes que a faculdade pode ter. Eles formam um canal entre alunos e a direção da instituição. Garante os direitos dos estudantes, promove discussões, palestras e luta por causas que podem envolver diretamente o ambiente estudantil ou não.

Como em qualquer outra forma organizada de fazer política, esses grupos já conquistaram muito ao longo da história, com destaque para a atuação na época da ditadura militar. Mas um exemplo recente são os estudantes da PUC-SP e da Uniblab (CE) que fizeram greve em frente à reitoria da universidade para garantir que o corte de orçamento das universidades não prejudique os alunos.

Cada faculdade tem um procedimento para aderir ao CA ou criar um. Os interessados devem encontrar informações no site da própria instituição. Esse aqui da Federação Nacional dos Estudantes de Administração (Fenad) é um ótimo exemplo.

Grau de dificuldade: médio

5 – Eduque-se politicamente

Para que serve um vereador? Um deputado estadual? Um deputado federal? Quando o Congresso se reúne e... o que é Congresso mesmo?

Para querer mobilizar o poder público é preciso entender suas estruturas. Não adianta, por exemplo, reclamar que a Dilma não garante transporte público de qualidade.

Um projeto chamado Politizeestá investindo para reunir todas essas informações em um só site. Pela definição do UOL, é uma página para educação e debate sobre políticas públicas, leis e assuntos cívicos.

A previsão é que o site fique pronto ainda este ano. Até lá, essas explicações pipocam aos montes pela internet. Basta pesquisar - em fontes confiáveis de informação - e você estará pronto para buscar soluções e apontar problemas à pessoa certa.

Grau de dificuldade: fácil

6 – Forme-se político

Os cursos de formação de líderes políticos têm ganhado cada vez mais espaço. Afinal, muitas pessoas querem ir além da ajuda como cidadão e têm vontade de servir à sociedade em sua carreira profissional.

Claro que os políticos que estão nas câmaras e assembleias atualmente não passaram por nenhum curso desses. Além disso, a formação não é nenhuma obrigatoriedade para ingressar em um partido. Mas, para quem não sabe por onde começar e quer se aprofundar, iniciativas como a RAPS - uma rede apartidária que investe na formação de líderes políticos - pode ser um começo. Vale a pena pesquisar mais!

Grau de dificuldade: difícil

7 – Descubra qual é a sua causa

Você se interessa em defender o direito das mulheres? Afilie-se a algum grupo feminista. Luta para que todos tenham direito a uma moradia digna? Busque uma comunidade que se empenha nessa causa.

Unir os mesmos interesses e ideiais sempre dá forças a algum movimento e aumenta as chances de conquistas.

Sempre há um espaço para quem quer ajudar.

Grau de dificuldade: médio