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28/03/2015 10:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Germanwings: Copiloto acusado de derrubar avião de propósito planejava grande gesto, diz jornal

Getty Images via Getty Images
FRANKFURT, GERMANY - SEPTEMBER 13: In this photo released today, co-pilot of Germanwings flight 4U9525 Andreas Lubitz participates in the Airport Hamburg 10-mile race on September 13, 2009 in Hamburg, Germany. Lubitz is suspected of having deliberately piloted Germanwings flight 4U 9525 into a mountain in southern France on March 24, 2015 and killing all 150 people on board, including himself, in the worst air disaster in Europe in recent history. (Photo by Getty Images)

O copiloto suspeito de deliberadamente derrubar um avião de passageiros nos Alpes franceses havia dito à sua namorada que estava sob tratamento psiquiátrico e que estava planejando um gesto espetacular de que todos se lembrariam, disse o jornal alemão Bild neste sábado (28).

O jornal publicou uma entrevista com uma mulher que disse ter tido um relacionamento em 2014 com Andreas Lubitz, o homem que promotores franceses acreditam ter se trancado sozinho na cabine do Airbus da Germanwings na terça-feira (24) e conduzido-o em direção a uma montanha, matando todas as 150 pessoas a bordo.

"Quando eu ouvi sobre o acidente, me lembrei de uma frase, de novo e de novo, que ele disse", disse a mulher, uma comissária de bordo de 26 anos identificada apenas como Maria W., ao jornal Bild. "'Um dia eu vou fazer algo que vai mudar o sistema, e então todo mundo vai saber meu nome e lembrar-se dele'."

"Eu não sabia o que ele queria dizer com isso na época, mas agora é óbvio", disse ela.

"Ele nunca falou muito sobre sua doença, só que estava sob tratamento psiquiátrico."

Autoridades alemãs disseram na sexta-feira (27) ter encontrado atestados médicos rasgados mostrando que o copiloto sofria de uma doença que deveria ter impedido seu embarque no dia da tragédia. A Germanwings, companhia aérea da Lufthansa, disse que ele não havia submetido nenhum atestado à época.

Maria W. disse ao jornal: "Nós sempre conversamos muito sobre o trabalho e, em seguida, ele se tornou uma pessoa diferente. Ele tornou-se preocupado com as condições sob as quais trabalhávamos: muito pouco dinheiro, medo de perder o contrato, muita pressão".

Um porta-voz da Lufthansa não quis comentar.

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