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26/03/2015 18:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Ao custo de pelo menos R$ 1 bi, Câmara planeja tirar do papel projeto que inclui a construção de um shopping

Montagem/Agência Câmara/Estadão Conteúdo

Conforto. O peemedebista Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também lançou mão desse requisito para ganhar votos dos parlamentares na conquista da cadeira de presidente da Câmara. Além de prometer passagens aéreas para as esposas dos deputados, ele também se comprometeu com gabinetes amplos. O novo prédio incluirá instalações tão modernas, que pode pode abrigar até um shopping.

Na próxima semana a Câmara vai dar o pontapé inicial para transformar a promessa em realidade -- como o presidente tem sido com tudo que foi tudo na época da campanha. A Casa vai lançar uma Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para identificar se há demanda para fazer uma parceria público-privada tirar o projeto do papel.

O primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP) evita usar a palavra shopping para falar sobre o tema. "Vamos apresentar o que nós queremos e a empresa dirá o que pretende explorar por um determinado período, se vão ser escritórios ou estacionamentos, por exemplo, mas que estariam fora do conjunto da estrutura da Câmara", disse o deputado, de acordo com o G1.

Segundo ele, o ideal seria a PPP, que permite a utilização de espaço para financiar a construção do novo anexo, mas se não houver interessados, a Casa tem dinheiro em caixa. "Hoje, a Câmara tem muito puxadinho", justifica Mansur. Em fevereiro, Cunha garantiu que ninguém faria shopping com dinheiro público.

De acordo com a ONG Contas Abertas, "no projeto arquitetônico, um dos prédios terá estacionamento subterrâneio para os deputados, outro, vários gabinetes, uma praça e um prédio comercial, além de um plenário com 675 lugares". Ainda segundo a ONG, o novo anexo está estimado em pelo menos R$ 1 bilhão. Os gabinetes, que têm em média 40 m², passariam a ter 60 m².