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24/03/2015 17:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Renan Calheiros, assim como Eduardo Cunha, prega redução no número de ministérios

Montagem/Estadão Conteúdo

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), resolveu encampar a luta do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pela diminuição do número de ministérios. Segundo a Folha de S.Paulo, para Renan, em tempos de ajuste, o Executivo deve dar exemplo e cortar na própria carne.

"Se aplaudimos recentemente o Mais Médicos, está na hora do programa 'Menos Ministérios'; 20 no máximo, menos cargos comissionados, menos desperdício e menos aparelhamento."

O PMDB comanda seis dos 39 ministérios da presidente Dilma Rousseff. É o partido da base que mais tem ministros no Executivo. Os peemedebista da Câmara, entretanto, dizem que não se sentem representados pelos ministros escolhidos por Dilma.

Cunha, que tem um projeto pela redução de ministérios, é um dos que argumentam sempre que o número de pastas que o partido chefia não significa participação no governo.

Ajuste fiscal

Em um evento da CNI, Renan disse ainda que o ajuste fiscal proposto pelo governo não será aprovado pelo Congresso. Ele também defendeu a manutenção do programa de desoneração da folha, que o governo quer cortar.

"O Congresso Nacional está pronto para fazer a sua parte. Não há como o Parlamento abrir mão de aprimorar o ajuste fiscal proposto pelo Executivo. O ajuste como está tende a não ser aceito pelo Congresso porque é recusado pelo conjunto da sociedade."

A declaração do peemedebista choca com o discurso do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Nesta terça-feira, o ministro disse que o governo não está flexibilizando o pacote de ajuste fiscal, que visa economizar R$ 67 bilhões.

"O Congresso é um poder independente e vai votar como acha que deve votar. A convicção do governo é que as medidas foram discutidas com muita profundidade, elas têm consistência, tem fundamentações que são estruturais para o país e são indispensáveis para a economia brasileira. É isso que o governo está defendendo."