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24/03/2015 10:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

França vai considerar 'todas as possibilidades' em investigação de acidente aéreo

AP Photo/Frank Augstein

Minutos antes de cair, o avião da Germanwings começou uma descida rápida e também apresentou oscilações na velocidade. De acordo com a companhia aérea, a aeronave caiu 11 mil metros em oito minutos.

As causas do acidente, no entanto, ainda são desconhecidas e dependem de a equipe de resgate encontrar os destroços.

A França, um dos países envolvidos na investigação da queda, afirmou que não descarta nenhuma hipótese, nem mesmo atentado terrorista.

"O Executivo francês não descarta nenhuma hipótese, inclusive a de um ataque terrorista, ainda que esta última não seja prioritária", afirmou o porta-voz ministerial Pierre-Henry Brandet. ele afirmou que, segundo os primeiros indícios, o avião realizou uma "trajetória anormal" antes da queda.

Mais cedo, foi especulado que o avião chegou a realizar uma chamada de emergência aos controladores de voo. A informação foi confirmada pela CNN e pela GloboNews, mas foi desmentida por veículos de imprensa franceses. Em entrevista coletiva, o presidente da companhia aérea afirmou não saber se houve ou não chamada de emergência.

O voo, que ia de Barcelona para Dusseldorf, no noroeste da Alemanha, emitiu o primeiro chamado de socorro às 10h47 (horário local, 6h47 no horário de Brasília), pouco menos de uma hora após a decolagem. O tempo nos Alpes, de acordo com sites franceses, era bom.

O avião caiu em uma área montanhosa e de difícil acesso, com picos de até 3.000 metros e muita neve. O local fica perto da cidade francesa de Barcelonnette, a 100 km de Nice. No momento, um avião da Força Aérea francesa sobrevoa a área.

A companhia aérea, que pertence ao grupo Lufthansa, confirmou a presença de 144 passageiros e seis tripulantes a bordo, a maioria alemães. O governo da Espanha, que montou um gabinete de crise, disse que pelo menos 45 dos passageiros tinham sobrenome espanhol e a Germanwings afirmou que 67 passageiros eram alemães. Outra parte dos passageiros era da Turquia, segundo o El País. Não havia nenhum francês a bordo, de acordo com informações do governo do país. A lista com as vítimas ainda não foi divulgada.

O presidente francês, François Hollande, e o rei da Espanha, Felipe 6º, declararam não acreditar que haja sobreviventes da aeronave A320, e o CEO da Lufthansa falou em um dia sombrio para a empresa alemã.

“As condições do acidente, que ainda não foram esclarecidas, levam-nos a pensar que não há sobreviventes”, disse Hollande.

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que viajará à França nesta quarta-feira (25), e que a investigação do acidente vai ser feita por uma equipe envolvendo a França, a Alemanha e a Espanha.

O A320 é um dos modelos mais populares de aeronaves no mundo. Pelo menos 3.000 estão em operação atualmente, ecerca de 4.7000 já foram fabricados pela Airbus, segundo o jornal El País. O modelo que caiu nos Alpes foi fabricado em 1990, e operava desde 1991. Antes de fazer parte da frota da Germanwings, a aeronave, havia sido usado pela Lufthansa. O piloto tinha dez anos de experiência e mais de 6.000 horas de voos em aeronaves deste modelo.

Segundo o secretário de Estado de Transporte da França, Alain Vidalies, helicópteros de resgate já localizaram restos da fuselagem do avião e alguns corpos, mas ainda não conseguiram precisar o exato local da queda.

Familiares dos passageiros começaram a chegar ao aeroporto de El Prat, em Barcelona, e também em Dusselfdorf. A Germanwings afirmou que vai prestar toda a assistência às famílias das vítimas.