MULHERES
23/03/2015 14:12 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Monica Lewinsky pede 'mais compaixão na internet' e menos assédio em palestra no TED (ASSISTA)

Reprodução

"Aos 22 anos, me apaixonei pelo meu chefe. Aos 24, eu aprendi as consequências devastadoras disso".

A afimação acima é de Monica Lewinsky. Durante uma palestra na conferência TED (acrônimo de Tecnologia, Entretenimento e Design) 2015, no Canadá, na última semana, ela falou pela segunda vez sobre o assédio online que sofreu após a revelação de seu envolvimento com o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.

Lewinsky, que se envolveu com o ex-presidente americano Bill Clinton quando era estagiária na Casa Branca, ficou conhecida mundialmente quando o caso se tornou público em 1998 – e se tornou um dos maiores escândalos envolvendo a família Clinton.

Monica começou o seu discurso dizendo que ela talvez seja a única pessoa de 40 anos que não queria voltar a ter 22 e pediu por mais compaixão na internet, e menos assédio direcionado às mulheres.

Assista ao discurso completo de Lewinsky aqui:

Ela se considera uma das primeiras vítimas do chamado ‘cyberbullying’ e afirmou que a vida online criou uma cultura em que as pessoas sentem um prazer mórbido em falar da vida alheia e humilhar as outras na internet. “Em 1998, depois de me ver envolvida em um romance improvável, me vi no olho de um turbilhão político, legal e midiático sem precedentes. Este escândalo em particular, disse ela, foi 'um oferecimento da revolução digital'”, disse.

E continuou:

“Eu fiquei marcada como vagabunda, prostituta e claro o rótulo de ser ‘aquela mulher’. Eu era conhecida por muitos, que, na verdade, não me conheciam. Era fácil esquecer que ‘aquela mulher’ não era um escândalo e tinha alma”

E, ao final da palestra, foi aplaudida de pé.

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