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22/03/2015 12:38 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Maioria dos brasileiros rejeita privatização da Petrobras, mas Folha diz que modelo 'estatista e nacionalista' atual está em xeque

VILMAR BANNACH/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Pela primeira vez, o Instituto Datafolha incluiu em sua pesquisa a questão: Com quem deve ficar o comando da Petrobras?. Para maioria dos brasileiros, o governo federal deve continuar com a estatal; 61% afirmam que são contra a privatização da empresa.

É bem mais que o dobro daqueles que defendem a venda do controle da empresa: 24%. Segundo o Datafolha, 5% são indiferentes e 10% não responderam.

A pesquisa mostrou que tanto entre petistas quanto entre tucanos a tese de privatização da Petrobras é descartada. A Folha de S.Paulo ressalta que a rejeição à troca de comando ocorre mesmo diante do cenário atual, "na maior crise desde sua criação [da Petrobras], em 1953".

O jornal afirma que o escândalo de corrupção na estatal, desvendado pela Operação Lava Jato, associado à a queda no valor de mercado da empresa, "pôs em xeque o modelo estatista e nacionalista em vigor no setor petrolífero".

A Folha vai além em sua leitura sobre a necessidade de uma possível privatização:

"Independentemente da opinião pública e da orientação oficial, a Petrobras está hoje longe de dispor dos recursos necessários para arcar com as obrigações associadas à exploração da gigantesca reserva do pré-sal."

O jornal cita que se fazem necessários "investimentos crescentes" para operacionalizar a exploração do pré-sal e as despesas com a compra de equipamentos nacionais para as obras.

"Em contraste com tais ambições, a Petrobras enfrenta dificuldades para fechar as contas, ainda não conseguiu publicar o balanço de 2014 e iniciou um plano de desinvestimentos –venda de negócios e patrimônio no Brasil e no exterior– de US$ 13,7 bilhões."

O Datafolha ouviu 2.842 pessoas em 172 municípios brasileiros.

A pesquisa foi feita na semana passada, nos dias 16 e 17, logo após as manifestações contra Dilma.

A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

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