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19/03/2015 12:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Pesquisa da Anistia Internacional revela que brasileiros estão entre os mais preocupados com a espionagem na internet

AP Photo

Certamente a internet é parte do seu dia-a-dia. Você já pensou que o governo (o nosso ou o de outro país) pode estar, agora mesmo, vendo tudo o que você faz?

Uma pesquisa da Anistia Internacional mostrou que 58% dos entrevistados de 13 países se opõem ao monitoramento governamental e 71% reprovam a espionagem dos Estados Unidos a outras nações.

Entre os países com maior parcela da população que se opõe á vigilância em massa pelos próprios governos estão os alemães (69%), espanhóis (67%) e brasileiros (65%).

Os brasileiros foram o grupo de entrevistado mais enfático ao afirmar que as empresas de tecnologia devem proteger as comunicações e impedir que as informações sejam rastreadas pelo governo, incluindo gigantes da internet como o Google, a Microsoft e o Facebook.

Foi unânime a reprovação da maioria dos entrevistados de todos os países em relação às práticas de espionagem aplicadas pelos Estados Unidos. Os maiores índices de insatisfação foram observados na Alemanha e no Brasil, com 80% e 81% dos entrevistados se manifestando contra as práticas reveladas por Edward Snowden.

No lado oposto está a França. Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados do país europeu afirmaram discordar da espionagem. A pesquisa foi realizada após o ataque à revista Charlie Hebdo.

Segundo a Anistia Internacional, a vigilância a um indivíduo só é aceitável mediante autorização judicial. No entanto, de acordo com o diretor executivo da organização no Brasil, não é bem isso que acontece.

"Todo mundo que usa a internet hoje corre o risco de ter suas comunicações monitoradas pelo governo de seu país e, em alguns casos, por governos estrangeiros", afirma Atila Roque.